- Um estudo recente revelou que cinquenta e seis por cento das pessoas usam a função snooze em despertadores e smartphones regularmente.
- A média de uso é de duas vírgula quatro vezes por manhã, o que pode indicar problemas de sono.
- A pesquisa, publicada na revista Scientific Reports, analisou dados de três milhões de noites de sono coletados por meio de um aplicativo.
- Quarenta e cinco por cento dos entrevistados utilizam a função snooze em oitenta por cento dos dias, estendendo o sono em média por onze minutos.
- Especialistas alertam que o uso frequente do snooze pode interromper ciclos importantes do sono e que acordar com o primeiro alarme pode resultar em um sono mais reparador.
Um estudo recente revelou que 56% das pessoas utilizam a função snooze em despertadores e smartphones regularmente, pressionando o botão uma média de 2,4 vezes por manhã. Essa prática, que visa prolongar o tempo na cama, pode estar ligada a problemas de sono e à falta de descanso adequado.
A pesquisa, publicada na revista *Scientific Reports*, analisou dados de três milhões de noites de sono coletados por meio de um aplicativo. Os resultados mostram que quase metade dos entrevistados (45%) usa a função snooze em 80% dos dias, estendendo o tempo de sono em média por 11 minutos. Entretanto, alguns usuários chegam a pressionar o botão até 6 ou 7 vezes, prolongando o sono por até 30 minutos.
Rebecca Robbins, pesquisadora do Hospital Brigham and Women’s, destaca que essa prática é comum e que muitos acordam sem se sentir descansados. O neurofisiólogo Javier Puertas, do Hospital de La Ribera, observa que a popularidade do snooze aumentou com a disseminação dos smartphones, que permitem programar múltiplos alarmes. Ele afirma que 54% da população adulta espanhola dorme menos do que as 7 a 9 horas recomendadas, refletindo uma crescente falta de sono.
Problemas de Sono
Os dados indicam que o uso frequente da função snooze pode estar relacionado a distúrbios do sono. O estudo sugere que aqueles que dormem mais de nove horas tendem a usar o snooze mais frequentemente, o que pode indicar problemas como hipersomnia ou apneia do sono. Curiosamente, pessoas que dormem menos (entre 5 e 6 horas) utilizam menos a função, possivelmente devido a compromissos que as obrigam a acordar imediatamente.
Além disso, a pesquisa revela que acordar mais cedo está associado a uma menor necessidade de usar o snooze. A procrastinação na hora de dormir, especialmente entre jovens de 18 a 34 anos, contribui para essa situação, levando a um ciclo de sono inadequado.
Consequências da Prática
Embora alguns estudos sugiram que usar o snooze pode não impactar significativamente o tempo total de sono, especialistas alertam que essa prática pode interromper ciclos importantes do sono. Robbins recomenda que acordar com o primeiro alarme pode resultar em um sono mais reparador, enquanto Puertas enfatiza que o sono fragmentado não oferece os benefícios necessários para a saúde.
Os pesquisadores concordam que o ideal seria acordar espontaneamente, sem alarmes, o que indicaria uma boa adaptação aos horários de sono. No entanto, o contexto socioeconômico atual muitas vezes não permite que as pessoas tenham tempo suficiente para descansar, resultando na necessidade de múltiplos alarmes para acordar.
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