- A síndrome do olho seco afeta entre 5% e 50% da população mundial, com maior prevalência em mulheres mais velhas.
- Um estudo recente indicou que 23,5% dos estudantes universitários brasileiros apresentam sintomas da condição.
- A campanha “Julho Turquesa” busca aumentar a conscientização sobre a síndrome.
- A condição é causada por alterações na produção de lágrimas, podendo ser classificada em olho seco por deficiência aquosa e olho seco evaporativo.
- Os sintomas incluem irritação, ardência e visão embaçada, e o tratamento pode envolver colírios lubrificantes e mudanças de hábitos.
A síndrome do olho seco é uma condição oftalmológica que afeta entre 5% e 50% da população mundial, com prevalência maior em mulheres mais velhas. Recentemente, um estudo revelou que 23,5% dos estudantes universitários brasileiros apresentam sintomas da doença. Para aumentar a conscientização, a campanha “Julho Turquesa” está sendo promovida.
A condição é caracterizada pela alteração na produção de lágrimas, que pode ser causada por fatores como envelhecimento, uso de medicamentos e condições ambientais. Segundo o professor José Álvaro Pereira Gomes, da Unifesp, a síndrome se divide em dois tipos: o olho seco por deficiência aquosa, que resulta da diminuição da produção de lágrimas, e o olho seco evaporativo, que ocorre quando as lágrimas evaporam rapidamente devido a fatores como uso excessivo de telas.
Os sintomas incluem irritação, ardência, sensação de areia nos olhos e visão embaçada. Esses sinais tendem a piorar em ambientes secos e ao final do dia. A condição pode levar a complicações mais sérias, como dor e danos na córnea, impactando a qualidade de vida dos pacientes. A aposentada Ligia Pinheiro da Silva, que sofre com a doença, relata que os sintomas a levaram a buscar tratamentos mais avançados após várias tentativas frustradas.
O diagnóstico deve ser realizado por um oftalmologista, que avaliará os sintomas e realizará exames específicos. Embora não haja cura, os sintomas podem ser controlados com colírios lubrificantes e mudanças de hábitos, como aumentar a hidratação e reduzir o uso de ar-condicionado. Em casos mais graves, tratamentos como luz pulsada e até cirurgia podem ser considerados.
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