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Quatro milhões podem morrer de HIV em quatro anos sem apoio dos EUA

Suspensão do PEPFAR pode causar quatro milhões de mortes e seis milhões de novas infecções até 2029, alerta a ONUsida.

Um mural no subúrbio de Soweto, na África do Sul, convida as pessoas a acessarem os tratamentos para o HIV. (Foto: IHSAAN HAFFEJEE/The New York Times / ContactoPhoto)
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  • A suspensão temporária do Programa de Emergência do Presidente dos Estados Unidos para o Alívio da AIDS (PEPFAR) pode causar quatro milhões de mortes e seis milhões de novas infecções até 2029, segundo a ONUsida.
  • O programa, iniciado em 2003, tinha um orçamento previsto de 4,3 bilhões de dólares para 2025, mas o apoio foi interrompido em janeiro de 2025.
  • A falta de financiamento pode reverter anos de progresso no combate ao HIV, especialmente na África subsaariana, que depende fortemente de doações.
  • Em 2023, foram registradas 630 mil mortes devido à AIDS, com a maioria ocorrendo na África subsaariana.
  • Os cortes financeiros afetam programas comunitários, com 60% dos programas liderados por mulheres e 45% dos parceiros comunitários enfrentando reduções em seus recursos.

A suspensão temporária do PEPFAR, programa dos Estados Unidos para o combate ao HIV, pode resultar em quatro milhões de mortes e seis milhões de novas infecções até 2029, segundo alerta da ONUsida. O programa, que começou em 2003, tinha previsão de 4,3 bilhões de dólares para 2025, mas o apoio foi interrompido em janeiro deste ano.

A falta de financiamento pode reverter anos de progresso na luta contra o HIV, especialmente em países da África subsaariana, que dependem fortemente de doações. A diretora da ONUsida, Winnie Byanyima, destacou que 73% da assistência externa para o HIV na região provém dos Estados Unidos, tornando a retirada devastadora. Em 2023, 630 mil mortes foram registradas devido à AIDS, com a maioria ocorrendo na África subsaariana.

O relatório da ONUsida também menciona que, sem a reposição do financiamento, o número de novas infecções pode aumentar significativamente. Em 2024, 1,3 milhão de novas infecções foram contabilizadas. A situação é crítica em países como Nigéria e Quênia, onde a oferta de tratamentos preventivos e diagnósticos caiu drasticamente.

Além disso, os programas comunitários, essenciais para o acesso a serviços de saúde, estão enfrentando cortes. 60% dos programas liderados por mulheres perderam financiamento, e 45% dos parceiros comunitários que atuam na linha de frente contra o HIV sofreram reduções em seus recursos. O impacto dos cortes financeiros pode comprometer os avanços feitos nas últimas duas décadas, que evitaram 26,9 milhões de mortes graças ao tratamento.

A ONUsida enfatiza a necessidade urgente de analisar a situação em países mais afetados e buscar alternativas para garantir a continuidade do combate ao HIV.

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