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Alimentos ultraprocessados estão ligados a doenças crônicas, revela estudo

Relatório aponta que alimentos ultra-processados são responsáveis por epidemia de obesidade e doenças crônicas, exigindo ação governamental urgente.

Pesquisadores afirmam que há fortes evidências mostrando que alimentos ultraprocessados promovem o excesso de comida e aumentam o risco de obesidade. (Foto: Helene Cyr/Stocksy United)
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  • Um novo relatório da revista *Nature Reviews Endocrinology* confirma que alimentos ultra-processados contribuem para a epidemia de obesidade e doenças crônicas.
  • O estudo revisou pesquisas anteriores e identificou que aditivos e conservantes em produtos como batatas fritas e biscoitos levam ao consumo excessivo e afetam a saciedade.
  • Os pesquisadores pedem que governos adotem medidas para melhorar o ambiente alimentar, como rotulagem adequada e restrições de marketing.
  • O consumo de alimentos ultra-processados está associado a mais de 120 mil mortes evitáveis anualmente nos Estados Unidos e aumenta o risco de doenças cardíacas, câncer e diabetes.
  • A dificuldade em reduzir o consumo desses produtos é alta, devido à sua conveniência e sabor, mas especialistas recomendam optar por alimentos naturais e cozinhar em casa.

Um novo relatório publicado na revista *Nature Reviews Endocrinology* confirma que alimentos ultra-processados são um fator crucial na epidemia de obesidade e doenças crônicas. O estudo, que revisou pesquisas anteriores, destaca que esses produtos alimentares promovem o consumo excessivo e aumentam o risco de obesidade.

Os pesquisadores identificaram que aditivos e conservantes presentes em alimentos como batatas fritas, refeições pré-cozidas e biscoitos podem levar a uma ingestão calórica excessiva, além de afetar o sistema digestivo e a capacidade do cérebro de sinalizar saciedade. Esses alimentos também alteram a absorção de nutrientes e a composição da microbiota intestinal.

Diante dos resultados, os cientistas pedem que governos implementem ações para melhorar o ambiente alimentar, como rotulagem adequada e restrições de marketing. Especialistas, como o médico Mir Ali, afirmam que este estudo reforça a ideia de que ultra-processados são prejudiciais à saúde. Laura Schmidt, professora da Universidade da Califórnia, destaca que a pesquisa compila evidências recentes em um único documento.

Impactos na Saúde

Estudos anteriores já associaram o consumo de ultra-processados a mais de 120 mil mortes evitáveis anualmente nos Estados Unidos. Além disso, uma pesquisa de 2023 revelou que esses alimentos aumentam o risco de doenças cardíacas, câncer e diabetes. A relação entre esses produtos e o declínio cognitivo também foi sugerida em um estudo recente.

Os efeitos nocivos vão além do ganho de peso. Os alimentos ultra-processados podem elevar os riscos cardiovasculares devido aos conservantes e prejudicar a microbiota intestinal, levando à inflamação crônica. A alta concentração de açúcar, gordura e sal nesses produtos contribui para o aumento de doenças crônicas.

Dificuldades na Redução do Consumo

A dificuldade em reduzir o consumo de ultra-processados é exacerbada pela sua onipresença nas prateleiras dos supermercados. Esses alimentos são projetados para serem saborosos e convenientes, o que os torna difíceis de resistir. Especialistas sugerem que, para melhorar a dieta, é essencial optar por alimentos em seu estado mais natural e cozinhar em casa sempre que possível.

Estratégias práticas incluem limitar a frequência de consumo de fast food e buscar alternativas mais saudáveis. A redução gradual do consumo de ultra-processados pode ser uma abordagem eficaz para proteger a saúde.

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