- O Hospital Universitário de Guayaquil enfrenta uma crise após a morte de doze bebês desde julho, levando o Ministério da Saúde do Equador a emitir um alerta epidemiológico.
- As mortes foram atribuídas a causas multifatoriais, incluindo infecções hospitalares, como uma infecção por Klebsiella pneumoniae, uma bactéria resistente a antibióticos.
- Joselyn, mãe de um dos bebês, relatou dificuldades para recuperar o corpo do filho, que foi tratado de forma desrespeitosa.
- O ministro da Saúde, Jimmy Martin, pediu a demissão do gerente do hospital e anunciou uma auditoria médica.
- O Colégio de Médicos do Guayas solicitou ao presidente Daniel Noboa que declare estado de emergência na saúde devido a cortes orçamentários significativos e falta de suprimentos.
Desde julho, o Hospital Universitário de Guayaquil enfrenta uma crise após a morte de doze bebês, levando o Ministério da Saúde do Equador a emitir um alerta epidemiológico. As fatalidades foram atribuídas a causas multifatoriais, com destaque para infecções hospitalares, incluindo uma infecção por Klebsiella pneumoniae, uma bactéria resistente a antibióticos.
Joselyn, mãe de um dos recém-nascidos, compartilhou sua experiência angustiante. Seu filho, de apenas quatro dias, foi tratado de forma inadequada após apresentar icterícia. “Na minha desespero, não verifiquei se o equipamento estava funcionando,” desabafa. O bebê, que nasceu em um centro de saúde com recursos limitados, não recebeu a atenção pediátrica necessária.
Após a morte, Joselyn enfrentou dificuldades para recuperar o corpo do filho, que foi tratado de forma desrespeitosa. “Eles o levaram como se fosse lixo,” relata, referindo-se ao momento em que um funcionário do necrotério coletou o corpo. A situação gerou uma investigação criminal e o Ministro da Saúde, Jimmy Martin, pediu a demissão do gerente do hospital e uma auditoria médica.
Crise no Sistema de Saúde
A tragédia expôs a fragilidade do sistema de saúde equatoriano, que já enfrenta cortes orçamentários significativos. O Colégio de Médicos do Guayas solicitou ao presidente Daniel Noboa que declare estado de emergência na saúde, alertando sobre a falta crítica de suprimentos e medicamentos, especialmente em unidades de terapia intensiva.
Desde que assumiu o cargo, o governo cortou mais de 400 milhões de dólares do orçamento da saúde, agravando a situação. Noboa ainda não se manifestou sobre as mortes, preferindo focar em uma mobilização contra o Tribunal Constitucional marcada para o dia 12 de agosto. Enquanto isso, a comissão de Criança da Assembleia Nacional convocou o ministro para prestar esclarecimentos sobre a tragédia.
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