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Cazador extremeño é acusado de matar 32 cães por fome e sede em dois meses

Ativistas exigem mudanças nas leis de proteção animal após abandono de 32 cães por mecânico em Azuaga, enquanto comunidade teme represálias.

Um agente da Guarda Civil inspeciona dois cadáveres de cães encontrados na propriedade de 'El Patilla', que observa em segundo plano, em Azuaga, Badajoz. (Foto: Guardia Civil)
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  • Antonio Sánchez, conhecido como “el Patilla”, é um mecânico de Azuaga, na Espanha, e está sendo investigado por abandonar 32 cães em sua propriedade.
  • O caso gerou temor na comunidade, que teme represálias de caçadores locais.
  • Sánchez pode enfrentar até 32 acusações de maltrato animal, mas a legislação atual não prevê penas severas para esses crimes.
  • A Guarda Civil encontrou cães mortos em sua propriedade, alguns com sinais de desnutrição e outros amarrados.
  • Ativistas pedem mudanças nas leis de proteção animal, especialmente para cães de caça, que frequentemente são maltratados.

Antonio Sánchez, conhecido como “el Patilla”, é um mecânico de Azuaga, na Espanha, sob investigação por abandonar 32 cães em sua propriedade. O caso gerou temor entre os moradores, que hesitam em falar sobre o assunto devido a possíveis represálias.

Sánchez, que tem cerca de quarenta anos e é filho de um guarda rural, enfrenta até 32 acusações de maltrato animal. A legislação atual não prevê penas severas para esse tipo de crime, o que tem gerado indignação entre ativistas que clamam por mudanças nas leis de proteção animal. A situação se agravou quando a Guarda Civil encontrou os cães mortos em sua propriedade, alguns com sinais de desnutrição e outros amarrados.

A investigação começou após a denúncia de abandono, e a Fiscalia de Medio Ambiente de Badajoz está à frente do caso. A legislação espanhola considera cada animal morto como um delito separado, o que pode resultar em múltiplas acusações contra Sánchez. Contudo, especialistas em direito animal alertam que, mesmo com a soma das penas, é improvável que ele enfrente prisão, dado o histórico de sentenças brandas para crimes semelhantes.

Reação da Comunidade

A comunidade de Azuaga, com menos de 8.000 habitantes, está dividida. Muitos temem represálias por parte de caçadores, que operam na região com aparente impunidade. A situação é ainda mais complicada pela cultura local, onde a caça é uma prática comum e respeitada. A ativista María Menglano, da ADANA, destaca que a proteção dos animais é insuficiente, especialmente para cães de caça, que frequentemente são maltratados.

O partido animalista Pacma organizou uma manifestação em Madrid para exigir penas mais rigorosas e mais fiscalização sobre a atividade de caça. Eles argumentam que os cães utilizados para esse fim são tratados como ferramentas e, quando não são mais úteis, são abandonados ou mortos de forma cruel.

A legislação atual, que exclui cães de caça de sua proteção, é um ponto crítico na discussão. O governo se comprometeu a elaborar uma nova normativa, mas até agora, não houve progresso significativo. A situação de Sánchez é um reflexo de um problema maior que afeta muitos animais na Espanha, onde a proteção legal ainda é considerada insuficiente.

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