- O uso excessivo de telas por crianças e adolescentes gera preocupações entre especialistas.
- Entrevistas publicadas por O GLOBO destacam a importância de promover interações sociais e atividades fora do ambiente digital.
- Especialistas sugerem adiar a entrega de celulares até os 14 anos e o acesso às redes sociais até os 16 anos.
- Recomenda-se que os pais estabeleçam regras claras sobre o uso de dispositivos e incentivem atividades como esportes e voluntariado.
- Conversas abertas sobre o mundo digital e a construção de um ambiente de confiança são essenciais para mitigar os impactos negativos da tecnologia.
Nos últimos anos, o uso excessivo de telas por crianças e adolescentes tem gerado preocupações entre especialistas. Uma série de entrevistas publicadas por O GLOBO destaca a importância de promover uma vida real rica em interações sociais e atividades fora do ambiente digital. Especialistas como a juíza Vanessa Cavalieri e o pediatra Daniel Becker sugerem que os pais adotem medidas práticas para lidar com essa questão.
Adiar a entrega de celulares e monitorar o uso é fundamental. O Movimento Desconecta, por exemplo, recomenda que o celular seja entregue apenas a partir dos 14 anos e o acesso às redes sociais, a partir dos 16. Mariana Uchoa Cinelli, cofundadora do movimento, ressalta que essa abordagem ajuda a evitar a exclusão social entre os jovens. O psiquiatra Guilherme Polanczyk alerta que o cérebro dos adolescentes ainda não está maduro, o que torna essa fase crítica para a aceitação social.
Para garantir que crianças e adolescentes tenham uma vida real enriquecedora, Becker sugere atividades como esportes, voluntariado e interações na natureza. Essas experiências são essenciais para reduzir a vulnerabilidade ao vício digital. Além disso, é importante que os pais estabeleçam regras claras sobre o uso de dispositivos, como não permitir que os jovens durmam com o celular no quarto.
Estabelecendo Limites
Os especialistas também enfatizam a necessidade de monitorar o uso de dispositivos. Becker recomenda o uso de aplicativos de controle parental e a leitura de grupos de mensagens. Conversas abertas sobre o mundo digital são essenciais. Gisele Hedler, especialista em comportamento humano, sugere que os pais evitem o uso de celulares durante interações familiares e dediquem tempo exclusivo aos filhos.
Criar um ambiente de confiança e diálogo é crucial. Polanczyk destaca que a relação entre pais e filhos deve ser construída desde cedo, para que os jovens se sintam à vontade para discutir questões relacionadas ao uso da tecnologia. Estabelecer limites com afeto e negociar horários de uso pode ajudar a mitigar os impactos negativos do mundo digital.
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