- Costa do Marfim enfrenta altos índices de mortes em acidentes de trânsito, especialmente entre jovens.
- A Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta a África como o continente com a maior taxa de fatalidades, com uma média de 27 mortes por 100 mil habitantes.
- O governo implementou uma Estratégia Nacional de Segurança Vial, resultando em uma redução de 30% nas mortes entre 2021 e 2023.
- Em 2024, as mortes aumentaram para 1.291, um crescimento de 14% em relação ao ano anterior, com 65% das vítimas sendo jovens.
- A educação e a conscientização dos motociclistas são prioridades, com propostas de uso obrigatório de capacete e revisões técnicas para motocicletas.
Costa do Marfim enfrenta um grave problema de segurança viária, com taxas alarmantes de mortes em acidentes de trânsito, especialmente entre jovens. A Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta a África como o continente com a maior taxa de fatalidades, com uma média de 27 mortes por 100 mil habitantes, em comparação a 9 na Europa.
Recentemente, o governo marfinense implementou uma Estratégia Nacional de Segurança Vial, que resultou em uma redução de 30% nas mortes entre 2021 e 2023. Contudo, os dados de 2024 mostram um aumento preocupante, com 1.291 mortes, um crescimento de 14% em relação ao ano anterior. O ministro de Transportes, Amadou Koné, enfatizou que 65% das vítimas são jovens, principalmente pedestres e motociclistas.
Durante o Festival de Músicas Urbanas de Anoumabo (FEMUA), realizado em abril, foi promovido um painel sobre segurança viária. O evento destacou que os acidentes são a principal causa de morte entre pessoas de 5 a 29 anos. A inclusão desse tema no festival visa alertar a juventude sobre a importância de comportamentos seguros no trânsito.
Dados alarmantes indicam que entre 2013 e 2021, os acidentes aumentaram 37% e as fatalidades cresceram 98%. A estratégia do governo, que visa reduzir em 50% os acidentes fatais até 2030, inclui melhorias nas infraestruturas e no controle de veículos. Apesar dos avanços iniciais, a frustração persiste com o aumento recente das fatalidades.
A educação e a conscientização dos motociclistas são prioridades, já que esses veículos são responsáveis por uma parte significativa das mortes. A política pública propõe a obrigatoriedade do uso de capacete e a realização de revisões técnicas para motocicletas. A situação é crítica, especialmente para jovens que utilizam motos como meio de trabalho, muitas vezes sem habilitação.
A corrupção na emissão de carteiras de habilitação também foi apontada como um problema, com autoridades reconhecendo a necessidade de endurecer os requisitos. A digitalização e o uso de câmeras de monitoramento são esperados para melhorar a fiscalização e a segurança nas estradas.
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