- Onjefu Agbo, diagnosticado com catarata avançada, teve dificuldades para obter tratamento em hospitais públicos na Nigéria.
- Ele encontrou atendimento gratuito no Vom Christian Hospital, que realiza cirurgias sem custo.
- A crise da saúde pública no país é grave, com menos de 5% da população tendo seguro de saúde e 70% pagando por atendimento do próprio bolso.
- A Nigéria possui apenas 35 mil médicos para uma população de mais de 200 milhões, quando deveria ter 237 mil.
- Instituições religiosas estão atuando para suprir as lacunas do sistema público, oferecendo serviços médicos gratuitos e campanhas de saúde.
Onjefu Agbo, um nigeriano diagnosticado com catarata avançada, enfrentou dificuldades para obter tratamento em hospitais públicos, onde a infraestrutura é precária e a demanda é alta. Após várias tentativas frustradas, ele encontrou uma solução no Vom Christian Hospital, que oferece cirurgias gratuitas. A situação de Agbo ilustra a crise da saúde pública na Nigéria, onde menos de 5% da população possui seguro de saúde e 70% dos cidadãos pagam por atendimento médico do próprio bolso.
A escassez de médicos é alarmante: a Nigéria deveria ter 237 mil profissionais, mas conta apenas com 35 mil para uma população de mais de 200 milhões. Essa falta de recursos leva muitos a buscar tratamentos em clínicas privadas ou até no exterior. O ex-presidente Muhammadu Buhari, por exemplo, faleceu em um hospital de elite no Reino Unido, evidenciando a busca por cuidados de saúde fora do país.
As instituições religiosas, como o hospital cristão onde Agbo foi tratado, têm se esforçado para preencher as lacunas deixadas pelo sistema público. O Evangelical Church of West Africa oferece cirurgias gratuitas para condições como a fístula vesicovaginal, enquanto igrejas em Abuja organizam campanhas médicas para atender a população carente. Emmanuel Adewara, pastor da First Baptist Church, ressaltou a importância de combinar a fé com a medicina convencional, alertando sobre os riscos de práticas não regulamentadas.
A situação é crítica e, sem reformas significativas, muitos nigerianos continuarão a sofrer com a falta de acesso a cuidados adequados. A necessidade de melhorias no sistema de saúde é urgente, pois, como expressou Agbo, “a vida seria melhor se as instalações governamentais fossem tão responsivas quanto essas organizações de fé.”
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