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Sobreviver ao calor intenso com alergia ao frio e sem opções de refresco

Avanços no tratamento da urticária por frio oferecem esperança a milhares de pacientes que enfrentam sérias limitações diárias

A urticaria por frio é conhecida popularmente como alergia ao frio. (Foto: Alberto Valdés/EFE)
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  • A urticária por frio é uma condição crônica que causa reações alérgicas severas em temperaturas baixas, afetando cerca de 0,05% da população na Espanha, ou aproximadamente 24 mil pessoas.
  • Os sintomas incluem prurido intenso, vermelhidão e urticária, podendo levar a reações graves como anafilaxia.
  • Especialistas destacam avanços no diagnóstico e tratamento, como o uso de omalizumab, que tem mostrado eficácia na redução dos episódios.
  • O tempo médio para diagnóstico caiu de seis para quatro anos, mas muitos pacientes ainda enfrentam dificuldades para obter respostas.
  • A conscientização sobre a condição está aumentando, mas ainda é necessário melhorar o atendimento e tratamento dos pacientes.

A urticária por frio é uma condição crônica que provoca reações alérgicas severas em resposta a temperaturas baixas, afetando cerca de 0,05% da população na Espanha, o que equivale a aproximadamente 24 mil pessoas. Recentemente, especialistas destacaram avanços no diagnóstico e tratamento dessa patologia, que pode impactar significativamente a qualidade de vida dos pacientes.

Os sintomas incluem intenso prurido, vermelhidão e urticária após a exposição ao frio, podendo levar a reações sistêmicas graves, como anafilaxia. A alergóloga Beatriz Veleiro Pérez, do Complexo Hospitalar Universitário de A Coruña, observa que muitos pacientes enfrentam dificuldades diárias, especialmente em ambientes com ar-condicionado ou mudanças bruscas de temperatura.

Ana Menéndez, auxiliar de enfermagem, relata que desenvolveu a condição após receber a vacina contra a Covid-19. Desde então, ela enfrenta reações imediatas ao frio, o que a obriga a tomar precauções rigorosas, como evitar alimentos e bebidas frias. Para ela, o verão é particularmente desafiador, pois a exposição ao ar-condicionado pode desencadear os sintomas.

Avanços no Tratamento

O tratamento inicial geralmente envolve antihistamínicos de segunda geração, mas, em casos mais graves, o uso de omalizumab tem mostrado resultados promissores. Este medicamento, originalmente utilizado para asma alérgica, tem sido eficaz na redução da intensidade e duração dos episódios de urticária por frio. Veleiro destaca que a personalização do tratamento é essencial, já que cada paciente apresenta um limite de reação diferente.

A dificuldade no diagnóstico é um desafio persistente. Muitos pacientes relatam anos de busca por respostas, com diagnósticos tardios. Veleiro aponta que, em cinco anos, o tempo médio para um diagnóstico caiu de seis para quatro anos, um avanço que ainda precisa ser aprimorado.

A conscientização sobre a urticária por frio está crescendo, mas ainda há um longo caminho a percorrer para garantir que os pacientes recebam a atenção adequada e o tratamento necessário.

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