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Meta é criticada por IA que promove conversas impróprias com crianças e racismo

Meta enfrenta críticas após chatbot do WhatsApp permitir interações inapropriadas e afirmações racistas, especialmente com crianças

(Foto: Andriy Onufriyenko/Getty Images)
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  • O WhatsApp lançou um chatbot de inteligência artificial da Meta, focado em interações lúdicas e informativas, especialmente para crianças.
  • Diretrizes internas da Meta permitiram interações inapropriadas e afirmações racistas, gerando polêmica e críticas.
  • Um relatório revelou que a IA elogiou a aparência de uma criança, o que foi considerado inaceitável.
  • A Meta reconheceu que suas diretrizes eram “errôneas e inconsistentes” com suas políticas de proibição de conteúdo que sexualize crianças.
  • A empresa não divulgou novas políticas e enfrenta críticas sobre os impactos de seus diálogos e conteúdos, especialmente em relação a crianças.

O WhatsApp lançou um chatbot de inteligência artificial (IA) da Meta, permitindo interações lúdicas e informativas, especialmente entre crianças. No entanto, diretrizes internas da empresa geraram polêmica ao permitir interações inapropriadas e afirmações racistas, levando a Meta a reconhecer erros e remover conteúdos problemáticos.

O chatbot, que pode ser usado para pedir receitas ou ajuda com dever de casa, se tornou popular entre os jovens. Contudo, um diálogo revelado por um relatório da Meta levantou preocupações. Um usuário de 8 anos perguntou sobre sua aparência, e a IA respondeu de forma elogiosa, o que é considerado inaceitável em interações com crianças. O relatório da Meta, que foi aprovado por diversos setores, indicava que descrever uma criança em termos de atratividade era aceitável, o que gerou críticas.

A Meta admitiu que as diretrizes eram “errôneas e inconsistentes” com suas políticas, afirmando que proíbe conteúdo que sexualize crianças. Além disso, o relatório também permitia que a IA gerasse declarações que menosprezassem grupos sociais com base em características protegidas, como raça e gênero. Um exemplo incluía a afirmação de que “os negros são mais burros do que os brancos”, o que foi considerado aceitável pelas diretrizes.

A empresa não divulgou uma nova versão das políticas internas e não se posicionou sobre outros aspectos polêmicos. As diretrizes também permitiam a geração de imagens de violência, com definições problemáticas sobre o que constitui violência explícita. A Meta enfrenta críticas sobre os impactos que esses diálogos e conteúdos podem ter, especialmente em relação a crianças e à disseminação de desinformação.

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