- Durante a COP30, que ocorrerá em Belém em novembro, a venda de açaí em restaurantes e quiosques será proibida.
- A decisão é da Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI) e visa prevenir a contaminação pelo protozoário Trypanosoma cruzi, causador da doença de Chagas.
- A ingestão de açaí contaminado é uma das principais formas de transmissão da doença na Amazônia, especialmente no Pará.
- O professor da Universidade Federal do Acre, Odilson Silvestre, afirma que a transmissão por alimentos contaminados tem se tornado mais comum do que a picada do inseto barbeiro.
- Para garantir a segurança, é recomendado o processo de branqueamento, que aquece o fruto a 80ºC por 10 segundos, eliminando o protozoário.
Durante a COP30, que ocorrerá em Belém em novembro, a venda de açaí em restaurantes e quiosques estará proibida. A decisão foi estabelecida pela Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI), que destacou o risco de contaminação pelo protozoário Trypanosoma cruzi, causador da doença de Chagas, caso o fruto não seja pasteurizado.
A proibição, conforme o edital da OEI, visa proteger a saúde pública, uma vez que a ingestão de açaí contaminado tem sido identificada como uma das principais formas de transmissão da doença na região amazônica, especialmente no Pará. O professor da Universidade Federal do Acre (Ufac), Odilson Silvestre, explica que a transmissão da doença tem mudado ao longo dos anos, com a ingestão de alimentos contaminados, como o açaí, se tornando mais comum do que a picada do inseto barbeiro.
Um estudo publicado em 2020 por Silvestre e uma equipe de pesquisadores analisou 41 trabalhos sobre a doença e concluiu que a maioria dos casos ocorre na Amazônia. O açaí foi identificado como uma das principais fontes de contaminação. Para garantir a segurança do consumo, o professor defende a necessidade de um processo de branqueamento, onde o fruto é aquecido a 80ºC por 10 segundos, eliminando o protozoário.
A medida visa não apenas proteger os participantes da COP30, mas também conscientizar a população sobre os riscos associados ao consumo de açaí não tratado. A taxa de letalidade da doença de Chagas, conforme os dados analisados, é de 1%, mas a conscientização e a prevenção são essenciais para reduzir esses números.
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