- A Espanha encerrou uma onda de calor histórica que durou 16 dias, com temperaturas extremas e alertas de saúde ativos.
- O pico foi em Jerez de la Frontera, onde os termômetros marcaram 45,8 graus.
- O calor intenso resultou em 8.736 mortes, sendo 2.447 atribuídas diretamente às condições extremas.
- A Agência Estatal de Meteorologia (Aemet) prevê uma leve queda nas temperaturas, mas ainda há alertas vermelhos em algumas regiões.
- O calor excessivo também aumentou os incêndios florestais, com a área queimada triplicando em dez dias.
A Espanha encerra uma onda de calor histórica que durou 16 dias, marcada por temperaturas extremas e alertas de saúde. Desde o início de junho, apenas três dias não tiveram avisos sanitários devido ao calor intenso. O pico foi registrado em Jerez de la Frontera, onde os termômetros alcançaram 45,8 graus.
As temperaturas elevadas resultaram em um aumento significativo nas hospitalizações e mortes. Dados preliminares indicam que, até agora, 8.736 vidas foram perdidas devido ao calor, com 2.447 dessas mortes atribuídas a condições extremas. O calor extremo afeta especialmente os grupos vulneráveis, como idosos com doenças pré-existentes.
Impactos e Previsões
A Agência Estatal de Meteorologia (Aemet) prevê uma leve queda nas temperaturas a partir de terça-feira, mas ainda há alertas vermelhos em áreas como o litoral sul de Alicante e a Vega del Segura em Murcia, onde se esperam temperaturas entre 42 e 44 graus. O calor excessivo também contribuiu para um aumento nos incêndios florestais, com a área queimada triplicando em apenas dez dias.
O fenômeno é parte de uma tendência crescente, com as ondas de calor se tornando mais longas e severas devido às mudanças climáticas. Estudos indicam que a duração das ondas de calor está aumentando em três dias a cada década. A onda atual está entre as mais longas desde que os registros começaram em 1975.
Consequências para a Saúde
Os efeitos do calor na saúde são alarmantes. Aumento de hospitalizações por desidratação e outras condições relacionadas ao calor são comuns. Um estudo recente revelou que as internações por problemas metabólicos e insuficiência renal quase dobram em dias de calor extremo. A mortalidade também aumenta, especialmente entre os mais vulneráveis.
O sistema de alertas de saúde divide o país em 182 zonas, cada uma com seus próprios limites de temperatura. Durante a onda de calor, 52% dessas áreas estavam em nível máximo de risco, refletindo a gravidade da situação. A combinação de altas temperaturas e a falta de infraestrutura adequada, como ar-condicionado, agrava ainda mais os riscos à saúde da população.
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