- A Somália enfrenta um aumento significativo nos casos de difteria, com registros subindo de 49 para 497 nos primeiros quatro meses de 2025.
- O número de mortes também aumentou, passando de 13 para 42, com mais de 97% das vítimas sendo crianças.
- A organização Médecins Sans Frontières (MSF) atribui o surto a lacunas na vacinação, incluindo vacinação insuficiente e hesitação em vacinar.
- A escassez de recursos médicos agrava a situação, com o estoque de antitoxina da MSF já esgotado.
- A organização Save the Children relatou que os casos de doenças evitáveis por vacinas, como sarampo e coqueluche, dobraram desde abril, passando de 22.600 para mais de 46.000.
A Somália enfrenta uma grave crise de saúde pública, com um aumento alarmante nos casos de difteria. Nos primeiros quatro meses de 2025, o número de casos saltou de 49 para 497, enquanto as mortes subiram de 13 para 42. A maioria das vítimas são crianças, que representam mais de 97% dos casos registrados.
A Médecins Sans Frontières (MSF) aponta que as lacunas na vacinação são a principal causa desse surto. Apesar de algumas melhorias nas taxas de imunização nos últimos anos, a vacinação insuficiente, a hesitação em vacinar e as condições de vida precárias têm contribuído para a propagação da doença. Abdulrazaq Yusuf Ahmed, diretor do Hospital Público Demartino em Mogadishu, destacou que o aumento de casos é preocupante e que a situação é crítica.
A situação se agrava com a escassez de recursos médicos. A MSF informou que seu estoque de antitoxina foi totalmente utilizado, e a distribuição do remédio disponível está sendo feita com a ajuda do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde. Além disso, a organização Save the Children alertou que os casos de doenças evitáveis por vacinas, como sarampo e coqueluche, dobraram desde abril, passando de 22.600 para mais de 46.000.
A população local está alarmada. Moradores de Mogadishu relatam um aumento significativo de crianças doentes, com muitos sendo hospitalizados. A falta de serviços essenciais de saúde, agravada por cortes de ajuda humanitária, compromete a capacidade de resposta do sistema de saúde, dificultando campanhas de vacinação e tratamento.
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