- A morte de uma bebê após a mutilação genital feminina gerou indignação na Gâmbia e resultou na abertura de uma investigação.
- O caso ocorreu em Wellingara, onde a criança sofreu hemorragias graves e não sobreviveu.
- Duas mulheres foram presas como suspeitas de envolvimento na prática, que é proibida desde 2015.
- A ONG Women In Leadership and Liberation (WILL) criticou a falta de proteção às crianças e a persistência da cultura que justifica a violência.
- Dados da UNICEF indicam que três em cada quatro meninas na Gâmbia são submetidas à mutilação antes dos seis anos, com taxas de até 95% em áreas rurais.
Na Gâmbia, a morte de uma bebê de um mês após a mutilação genital feminina provocou uma onda de indignação e levou à abertura de uma investigação. O caso ocorreu em Wellingara, onde a menina sofreu hemorragias graves e não sobreviveu ao ser levada ao hospital. A prática, embora proibida desde 2015, continua a ser comum, especialmente em áreas rurais.
A polícia prendeu duas mulheres suspeitas de envolvimento na mutilação. A ONG Women In Leadership and Liberation (WILL) criticou a ineficácia das autoridades em proteger as crianças e afirmou que a cultura não pode ser usada como justificativa para a violência. A fundadora da organização, Fatou Baldeh, alertou que muitos pais acreditam que a mutilação em bebês é menos visível e facilita a ocultação da prática.
O deputado Abdoulie Ceesay pediu que a morte da criança sirva como um ponto de virada na luta contra a mutilação genital. Desde a aprovação da lei em 2015, apenas duas ações judiciais foram registradas, evidenciando a fragilidade na aplicação da legislação. A Gâmbia, signatária de convenções internacionais, enfrenta um desafio cultural significativo, onde a mutilação é vista como um rito de passagem.
Dados da UNICEF revelam que três em cada quatro meninas na Gâmbia são submetidas à mutilação antes dos seis anos. A prática é especialmente prevalente em áreas rurais, com taxas de até 95%. Apesar de um lento declínio entre meninas menores de 15 anos, a mudança cultural necessária para erradicar a prática ainda é um desafio. A ONU enfatiza a importância de fortalecer a aplicação da lei e envolver líderes comunitários na luta contra essa violação dos direitos humanos.
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