- A prática de “tatuagens de queimadura solar” entre jovens, popularizada no TikTok, preocupa dermatologistas.
- Essa técnica envolve expor a pele ao sol com adesivos, causando queimaduras.
- Especialistas afirmam que qualquer queimadura solar é uma lesão e aumenta o risco de câncer de pele.
- A Academia Americana de Dermatologia (AAD) alerta que queimaduras solares aceleram o envelhecimento da pele e elevam a probabilidade de melanoma.
- Alternativas mais seguras, como o bronzeamento a jato, são recomendadas para quem busca um efeito estético sem riscos.
Uma nova tendência nas redes sociais, especialmente no TikTok, está gerando preocupações entre dermatologistas: as “tatuagens de queimadura solar”. Essa prática envolve expor a pele ao sol enquanto se utiliza adesivos ou fita adesiva para criar padrões, resultando em queimaduras. Especialistas alertam que essa exposição deliberada à radiação UV pode aumentar significativamente o risco de câncer de pele.
Dermatologistas, como Anthony Rossi, enfatizam que qualquer queimadura solar é uma lesão de pele. Ele destaca que, embora a ideia de criar formas artísticas na pele possa parecer inofensiva, os danos causados pela radiação UV são cumulativos e podem levar a consequências graves, como o melanoma, a forma mais letal de câncer de pele. A Academia Americana de Dermatologia (AAD) reforça que queimaduras solares aceleram o envelhecimento da pele e aumentam a probabilidade de desenvolver câncer.
Sara Moghaddam, dermatologista, alerta que cinco ou mais queimaduras solares com bolhas entre os 15 e 20 anos podem elevar o risco de melanoma em 80%. A radiação UV danifica o DNA das células da pele, resultando em mutações que podem levar ao crescimento celular descontrolado. A AAD também observa que todos os tipos de bronzeado deixam marcas na saúde da pele, aumentando o risco de câncer.
Para quem busca um efeito estético sem os riscos, o bronzeamento a jato é uma alternativa mais segura. Essa técnica utiliza di-hidroxiacetona, um açúcar que reage com a camada superior da pele, criando uma cor temporária. Embora não proteja contra queimaduras, é considerado menos arriscado do que a exposição direta ao sol.
A AAD recomenda medidas preventivas, como buscar sombra, especialmente entre 10h e 14h, e adotar uma rotina de proteção solar. Essas orientações são essenciais para reduzir o risco de câncer de pele e preservar a saúde da pele a longo prazo.
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