- O Brasil não registrou novos casos de sarampo nas últimas duas semanas, após um surto no Tocantins.
- A cidade de Campos Lindos, onde 18 pessoas foram diagnosticadas, não teve novos casos desde 6 de outubro.
- O surto foi originado por casos importados da Bolívia, onde a vacinação é baixa em uma comunidade ortodoxa russa.
- O Ministério da Saúde enviou 660 mil doses da vacina para a Bolívia e organizou um dia D de vacinação em estados fronteiriços, imunizando cerca de 3 mil pessoas.
- A estratégia de “dose zero” foi implementada para crianças de 6 meses a 11 meses e 29 dias em regiões vulneráveis, com mais de 82 mil doses já administradas.
Após um surto de sarampo no Tocantins, o Brasil não registrou novos casos da doença nas últimas duas semanas, conforme informou o Ministério da Saúde. A cidade de Campos Lindos, onde 18 pessoas foram diagnosticadas, não teve novos casos desde o dia 6 de outubro. A pasta destacou que não há transmissão sustentada do vírus no país.
O surto teve origem em casos importados da Bolívia, onde indivíduos contaminados retornaram ao Brasil. A comunidade afetada, composta por membros de uma pequena comunidade ortodoxa russa, não possui o hábito de se vacinar, o que contribuiu para a propagação do vírus. A Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) alertou que, até o dia 8 de outubro, 10 países das Américas relataram surtos de sarampo, com um aumento de 34 vezes em comparação ao mesmo período do ano anterior.
Em resposta à situação, o Ministério da Saúde enviou 660 mil doses da vacina para a Bolívia e organizou um dia D de vacinação em cidades do Acre, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rondônia, que fazem fronteira com o país vizinho. Aproximadamente 3 mil pessoas foram imunizadas durante essa ação. O Tocantins também recebeu mais de 74 mil doses para reforçar a vacinação.
Estratégia de Vacinação
A pasta implementou a estratégia de “dose zero”, que consiste em uma dose extra da vacina para crianças de 6 meses a 11 meses e 29 dias. Essa medida é aplicada em estados vulneráveis, como Acre, Amapá, Maranhão e outros. Até o momento, mais de 82 mil doses zero já foram administradas. A cobertura vacinal com a primeira dose ultrapassa 90%, mas a segunda dose alcançou apenas 72% do público-alvo.
O Brasil havia recuperado o certificado de país livre de sarampo em 2022, após surtos em 2018 e 2019. O diretor do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Eder Gatti, ressaltou que casos importados são esperados devido à circulação do vírus em países vizinhos. A principal preocupação do Ministério da Saúde é com brasileiros que viajam para regiões com surtos ativos, especialmente na América do Norte, onde a maioria dos casos está concentrada.
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