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Assentos de privadas podem transmitir doenças, alerta especialista sobre riscos sanitários

Estudos mostram que a higiene adequada e a limpeza frequente tornam banheiros públicos mais seguros do que se imagina

Autores de estudo sugerem que, quando possível, nós devemos manter o assento da privada abaixado quando damos descarga para evitar nuvem com gotículas que pode espalhar vírus (Foto: Getty Images/BBC)
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  • Estudos recentes mostram que o risco de contrair doenças em banheiros públicos é baixo.
  • A professora de Saúde Pública e Microbiologia, Jill Roberts, afirma que o contato com assentos de privadas não representa um grande risco de infecção.
  • A professora Karen Duus destaca que o vírus do papiloma humano (HPV) pode sobreviver em superfícies, mas a transmissão ocorre principalmente por contato direto.
  • Pesquisas indicam que banheiros públicos são frequentemente mais limpos do que muitos banheiros domésticos, com limpeza realizada várias vezes ao dia.
  • Especialistas recomendam lavar as mãos por pelo menos 20 segundos e evitar o uso de celulares em banheiros para minimizar riscos.

Banheiros públicos: riscos de contaminação são menores do que se imagina

O receio de usar banheiros públicos é comum, mas estudos recentes indicam que o risco de contrair doenças nesses locais é baixo. Especialistas ressaltam a importância da higiene das mãos e da limpeza frequente desses ambientes.

A professora de Saúde Pública e Microbiologia, Jill Roberts, da Universidade do Sul da Flórida, afirma que, embora seja teoricamente possível contrair doenças em assentos de privadas, o risco é infinitamente baixo. Muitas bactérias e vírus, como os que causam doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), não sobrevivem por muito tempo fora do corpo humano. Para que uma infecção ocorra, seria necessário um contato muito específico e infeliz.

Além disso, a professora Karen Duus, da Universidade Touro, destaca que o vírus do papiloma humano (HPV) pode sobreviver em superfícies por até uma semana, mas a transmissão geralmente ocorre por contato direto durante relações sexuais. Roberts também observa que infecções do trato urinário são mais prováveis de ocorrer devido a práticas inadequadas de higiene pessoal do que pelo uso de banheiros públicos.

Limpeza e higiene

Pesquisas indicam que banheiros públicos são frequentemente mais limpos do que muitos banheiros domésticos. O professor Charles Gerba, da Universidade do Arizona, aponta que equipes de limpeza mantêm esses locais em condições melhores, limpando várias vezes ao dia, enquanto muitos lares realizam a limpeza apenas uma vez por semana.

O contato com superfícies como maçanetas e torneiras também representa um risco. A chamada “pluma de banheiro”, que ocorre ao dar descarga, pode espalhar germes no ar. Modelos matemáticos sugerem que 40 a 60% das partículas podem ser lançadas no ambiente. Portanto, o cuidado deve ser redobrado ao tocar em superfícies.

Práticas recomendadas

Para minimizar riscos, especialistas recomendam evitar o uso de celulares em banheiros e sempre lavar as mãos após o uso. A média de tempo que as pessoas levam para lavar as mãos é de apenas 11 segundos, enquanto o ideal é de 20 segundos. Combinar a lavagem com o uso de higienizador é uma forma eficaz de proteção.

Em suma, o medo de contrair doenças em banheiros públicos pode ser exagerado. Com práticas de higiene adequadas, o uso desses locais pode ser seguro e não deve causar preocupação excessiva.

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