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EUA registram primeiro caso humano de parasita comedor de carne após surto na América Central

Primeiro caso de miíase nos EUA acende alerta sobre a reemergência da bicheira do Novo Mundo e suas consequências para a pecuária

Larva da Hominivorax, a mosca-bicheira do Novo Mundo (Foto: Getty Images)
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  • Os Estados Unidos confirmaram o primeiro caso humano de miíase, causado pela larva da mosca Cochliomyia hominivorax, em um paciente de Maryland que viajou a El Salvador.
  • A confirmação ocorreu em 4 de agosto de 2025, e o Departamento de Saúde e Serviços Humanos (HHS) informou que o risco à saúde pública é muito baixo.
  • A miíase, que afeta principalmente o gado, pode também atingir humanos, especialmente aqueles com feridas abertas.
  • O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) anunciou um plano de controle que inclui a liberação de moscas estéreis e a construção de uma unidade no Texas para produzir até 300 milhões de moscas estéreis por semana.
  • O USDA destinou US$ 100 milhões para tecnologias complementares e está colaborando com o México para conter a praga.

Os Estados Unidos confirmaram o primeiro caso humano de miíase causado pela larva da mosca Cochliomyia hominivorax, conhecida como bicheira do Novo Mundo. O paciente, residente de Maryland, contraiu a infecção após uma viagem a El Salvador, com a confirmação ocorrendo em 4 de agosto de 2025. O Departamento de Saúde e Serviços Humanos (HHS) assegurou que o risco à saúde pública é muito baixo.

A miíase, infecção provocada por larvas de moscas, afeta principalmente o gado, mas também pode atingir humanos, especialmente aqueles com feridas abertas. O HHS, em colaboração com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), está investigando o caso, que é o primeiro relacionado a viagens a países com surtos ativos desde a erradicação do parasita nas décadas de 1960 e 1970.

Medidas de Controle

Em resposta ao surto, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) anunciou um plano de controle que inclui a liberação de moscas estéreis. Essa técnica, utilizada com sucesso no passado, visa reduzir a população do parasita. O plano também prevê a construção de uma unidade no Texas para produzir até 300 milhões de moscas estéreis por semana.

Além disso, o USDA alocou US$ 100 milhões para tecnologias complementares, como armadilhas e sistemas de vigilância. As autoridades estão colaborando com o Serviço Nacional de Saúde, Segurança e Qualidade Agroalimentar do México para conter a praga ao sul da fronteira.

Impactos Econômicos

A bicheira do Novo Mundo representa uma ameaça emergente à pecuária, com potenciais perdas econômicas que podem ultrapassar US$ 100 bilhões. O parasita pode devastar rebanhos bovinos, impactando a segurança alimentar. Embora infecções humanas sejam raras, elas podem ser fatais e exigem tratamento adequado.

As autoridades permanecem vigilantes, monitorando a situação e reforçando a importância de precauções para viajantes que visitam áreas afetadas. O tratamento para infestações envolve a remoção das larvas e cuidados médicos, essenciais para evitar complicações graves.

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