- Em 2025, foram registrados 43.803 casos de violência no Rio de Janeiro, com 73,5% das vítimas sendo mulheres.
- O levantamento da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES) destaca a violência física e sexual como as mais comuns.
- Entre as mulheres agredidas, 32.202 eram vítimas, com 45,3% dos casos sendo de violência física e o estupro como crime sexual mais frequente.
- A maioria das agressões, 64,2%, ocorreu no domicílio, e 41,8% dos casos apresentaram repetição da violência.
- O perfil dos agressores mostra que 49,1% eram homens e 32,6% mulheres, com a faixa etária predominante entre 25 e 59 anos.
A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES) divulgou um painel de monitoramento que revela 43.803 casos de violência registrados em 2025, com 73,5% das vítimas sendo mulheres. O levantamento destaca a prevalência da violência física e sexual, além de fornecer detalhes sobre os locais e perfis dos agressores.
Os dados mostram que, entre os casos notificados, 32.202 vítimas eram mulheres. A violência física foi a mais comum, representando 45,3% do total, enquanto o estupro se destacou como o crime sexual mais frequente. O painel também indica que 64,2% das agressões ocorreram no domicílio, com 41,8% dos casos apresentando repetição da violência.
Perfil das Vítimas e Agressores
Entre as mulheres agredidas, 47,8% eram pardas e 18,2% negras, enquanto 29,4% eram brancas. A faixa etária mais afetada foi de 20 a 29 anos, com 18,44% das vítimas nessa categoria. Além disso, o levantamento revelou que 49,1% dos agressores eram homens e 32,6% mulheres, com a maioria dos autores tendo entre 25 e 59 anos.
Os dados foram coletados a partir de atendimentos em unidades de saúde, onde os profissionais registram as ocorrências. A SES enfatiza que esses registros não constituem denúncias formais, mas são essenciais para a criação de políticas públicas que visem a proteção das mulheres e a redução das vulnerabilidades sociais.
A secretária de Estado de Saúde, Claudia Mello, destacou a importância do painel: “Ao reunir e qualificar esses indicadores, conseguimos mapear os casos de violência no estado e compreender as circunstâncias em que as pessoas em situação de violência estão inseridas.” Com isso, espera-se que as informações ajudem na formulação de estratégias mais eficazes para enfrentar a violência de gênero.
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