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Excesso de manganês é confirmado em laudo da Represa de Guarapiranga em SP

Represa de Guarapiranga apresenta níveis de manganês acima do permitido, levantando preocupações sobre a saúde de milhões de paulistanos

Sistema Guarapiranga ultrapassa o Cantareira e passa a ser o principal produtor de água de São Paulo (Foto: Nilton Cardin/Futura Press)
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  • A Represa de Guarapiranga, que abastece 2,4 milhões de pessoas em São Paulo, enfrenta problemas de qualidade da água.
  • Um laudo da Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp) apontou excesso de manganês na água, com 0,230 miligrama por litro, o dobro do limite permitido pelo Ministério da Saúde.
  • O relatório foi anexado a um inquérito do Ministério Público que investiga riscos à saúde pública.
  • Denúncias sobre mau cheiro e coloração escura da água foram feitas por seis meses antes da divulgação do laudo.
  • A situação afeta especialmente os bairros Capão Redondo, Jardim São Luiz, Jardim Ângela e Parque Bologne, onde a qualidade do abastecimento é preocupante.

Responsável pelo abastecimento de 2,4 milhões de paulistanos, a Represa de Guarapiranga enfrenta sérios problemas de qualidade da água. Um laudo da Arsesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo) revelou um excesso de manganês na água, que ultrapassa o limite recomendado, e foi anexado a um inquérito do Ministério Público que investiga riscos à saúde pública.

O relatório, que surgiu após seis meses de denúncias sobre mau cheiro e coloração escura da água, constatou 0,230 miligrama por litro de manganês, o que é o dobro do permitido pelo Ministério da Saúde. Nos Estados Unidos, a norma é de 0,05 miligramas por litro, conforme a Agência de Proteção Ambiental. A fiscalização identificou que a água coletada diretamente da represa está fora dos padrões de potabilidade, exigindo uma adequação urgente.

Denúncias e Ações

A vereadora Renata Falzoni (PSB) e a deputada estadual Tábata Amaral (PSB) receberam o laudo e o anexaram ao inquérito em andamento. Ambas têm trabalhado em conjunto com movimentos como Nossa Guarapiranga e Abraço Guarapiranga, recebendo denúncias sobre a qualidade do serviço prestado pela Sabesp. Falzoni também realizou uma visita à represa, onde constatou o despejo irregular de esgoto e a presença excessiva de algas.

A situação afeta cerca de metade das 5 milhões de pessoas atendidas pelos reservatórios Billings e Guarapiranga, principalmente nos bairros Capão Redondo, Jardim São Luiz, Jardim Ângela e Parque Bologne. A vereadora destacou a importância de garantir um saneamento ambiental eficiente para assegurar um abastecimento de qualidade à população.

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