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SUS amplia acesso a exame de DNA para detecção de HPV e prevenção do câncer cervical

Novo exame de detecção do HPV avança no Brasil e promete aumentar a prevenção do câncer de colo do útero até 2026

Mulheres fazem teste DNA-HPV, que substitui o tradicional papanicolau, para diagnóstico de câncer de colo do útero em Indaiatuba, interior de São Paulo (Foto: Zanone Fraissat - 13.dez.21/Folhapress)
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  • O Ministério da Saúde ampliou a oferta do novo exame de detecção do HPV para dez estados e o Distrito Federal.
  • O objetivo é substituir gradualmente o exame papanicolau no rastreamento do câncer de colo do útero até 2026.
  • O teste molecular RT-PCR identifica o HPV e lesões precursoras, mesmo em mulheres assintomáticas.
  • Inicialmente disponível em Pernambuco, o exame agora será realizado em 14 municípios de estados como São Paulo, Ceará, Bahia, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pará, Rondônia, Paraná, Rio Grande do Sul e Goiás.
  • O novo exame permitirá a autocoleta e é direcionado a mulheres de 25 a 49 anos, complementando a vacinação contra o HPV disponível para jovens de 9 a 14 anos.

O Ministério da Saúde ampliou a oferta do novo exame de detecção do HPV para mais 10 estados e o Distrito Federal, com o objetivo de substituir gradualmente o papanicolau no rastreamento do câncer de colo do útero. Essa mudança visa aumentar a cobertura até 2026, já que o câncer de colo do útero é uma das principais causas de morte entre mulheres no Brasil.

O novo teste molecular RT-PCR identifica o HPV e lesões precursoras, mesmo em mulheres assintomáticas. Inicialmente disponível em Pernambuco, o exame agora será realizado em 14 municípios de estados como São Paulo, Ceará, Bahia, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pará, Rondônia, Paraná, Rio Grande do Sul e Goiás. A meta é que todos os estados tenham acesso até o final de 2025.

O teste detecta 14 genótipos de HPV de alto risco, incluindo os tipos 16 e 18, associados ao câncer. Essa tecnologia permite diferenciar a carga viral, indicando a presença de lesões que podem evoluir para tumores. O novo método é mais sensível que o papanicolau, permitindo aumentar o intervalo entre os exames para até cinco anos, o que pode reduzir custos e ampliar a cobertura.

Desenvolvido pelo IBMP, o teste utiliza a mesma plataforma molecular que foi empregada durante a pandemia de Covid-19. O secretário de Atenção Especializada à Saúde, Mozart Sales, destacou que a incorporação do teste molecular é um avanço significativo na prevenção do câncer de colo do útero, que ainda causa a morte de cerca de 6 mil mulheres anualmente no Brasil.

Além disso, o novo exame permitirá a autocoleta, facilitando o acesso para mulheres com dificuldades de mobilidade. O teste é direcionado a mulheres de 25 a 49 anos e identifica os principais subtipos de HPV que causam 70% das lesões pré-cancerosas. A vacinação contra o HPV, disponível gratuitamente para jovens de 9 a 14 anos, complementa as políticas públicas para eliminar o câncer de colo do útero até 2030.

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