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Aumentar o tempo ao ar livre reduz o risco de miopia em crianças e adolescentes

Cresce a miopia entre crianças no Brasil, com áreas urbanas apresentando índices alarmantes e risco elevado para o desenvolvimento escolar

Foto: Reprodução
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  • O Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) informa que 7,6% das crianças brasileiras entre 3 e 18 anos são míopes, com a taxa subindo para 20,4% em áreas urbanas.
  • O CBO lançará um documento com recomendações para prevenir a miopia durante o 69º Congresso Brasileiro de Oftalmologia, que ocorrerá em Curitiba (PR) no dia 29.
  • A urbanização e o uso excessivo de telas são fatores que contribuem para o aumento da miopia.
  • O CBO recomenda atividades ao ar livre, com apenas 40 minutos diários de exposição solar podendo reduzir o risco de desenvolvimento da condição.
  • Fatores genéticos também são relevantes, com crianças cujos pais são míopes tendo até cinco vezes mais chances de desenvolver a condição.

O aumento da miopia entre crianças e adolescentes no Brasil é alarmante. Segundo o Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), 7,6% das crianças brasileiras entre 3 e 18 anos são míopes, com uma prevalência que salta para 20,4% em áreas urbanas. O CBO lançará um documento com recomendações para a prevenção da doença durante o 69º Congresso Brasileiro de Oftalmologia, que ocorrerá em Curitiba (PR) na próxima sexta-feira, dia 29.

A urbanização e o uso excessivo de telas são fatores que contribuem para o aumento da miopia. O CBO destaca que atividades ao ar livre podem ser uma solução eficaz, com apenas 40 minutos diários de exposição solar reduzindo significativamente o risco de desenvolvimento da condição. O contraste entre áreas urbanas e rurais é notável: enquanto comunidades quilombolas rurais apresentam uma prevalência de apenas 1,06%, as áreas urbanas enfrentam números alarmantes.

Fatores genéticos também desempenham um papel importante. Crianças com pais míopes têm até cinco vezes mais chances de desenvolver a condição. A pandemia de covid-19 exacerbou a situação, com a redução do tempo ao ar livre levando a um aumento da miopia em locais como Hong Kong, onde a prevalência saltou de 44% para 55% em um ano.

O CBO alerta que a falta de diagnóstico e tratamento pode impactar negativamente o desempenho escolar e o desenvolvimento intelectual das crianças. Além disso, o envelhecimento da população míope pode elevar os custos para o sistema de saúde, já que altos graus da doença estão associados a complicações sérias.

Para enfrentar esse desafio, o CBO defende a implementação de políticas públicas que incluam triagem visual em escolas, campanhas educativas sobre a importância de atividades externas e orientações para famílias sobre consultas oftalmológicas regulares.

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