- Um caso de miíase foi confirmado em Maryland, nos Estados Unidos, em um morador que retornou de El Salvador.
- Este é o primeiro registro da infecção no país desde o ressurgimento da bicheira na América Central.
- A confirmação ocorreu no início de agosto, após análise das larvas pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC).
- O paciente se recuperou e não há outros casos relacionados, segundo o Departamento de Saúde de Maryland.
- A situação é considerada de baixo risco para a saúde pública, mas especialistas alertam para a vigilância em áreas afetadas.
Um caso de miíase, infecção causada por larvas de mosca, foi confirmado em um morador de Maryland que retornou de El Salvador. Este é o primeiro registro nos Estados Unidos desde o ressurgimento da bicheira na América Central. A confirmação ocorreu no início de agosto, após análise das larvas pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC).
O paciente se recuperou e, segundo David McCallister, porta-voz do Departamento de Saúde de Maryland, não houve outros casos relacionados. A situação é considerada de baixo risco para a saúde pública. McCallister ressaltou a importância da vigilância entre profissionais de saúde e criadores de gado.
Historicamente, a bicheira causou grandes danos à pecuária americana. As moscas depositam ovos em feridas abertas, e as larvas se alimentam de carne viva, podendo causar infecções graves. Embora casos em humanos sejam raros, eles podem ser fatais. Desde a década de 1970, a miíase estava praticamente controlada nos EUA, mas surtos recentes na América Central e no México levantaram preocupações.
Em resposta ao aumento de casos na região, o Departamento de Agricultura dos EUA investiu milhões em programas de controle, incluindo a produção de moscas estéreis. Este ano, a agência anunciou um investimento adicional de quase US$ 30 milhões para reformar unidades de produção e construir novas instalações. Até agora, 41 casos de miíase foram documentados no México em 2023, com a maioria dos pacientes se recuperando.
A situação atual destaca a necessidade de cautela para viajantes que visitam áreas afetadas. Especialistas alertam que o risco aumenta para aqueles que têm feridas abertas e estão em contato com animais de criação. Max Scott, entomologista da Universidade Estadual da Carolina do Norte, afirmou que a ocorrência de casos nos EUA era esperada, dada a situação no México.
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