- Uma onda de calor em junho de 2023 resultou em 2.300 mortes em 12 cidades europeias.
- As temperaturas estavam de 1°C a 4°C mais altas devido às mudanças climáticas, que causaram dois terços das fatalidades.
- Alertas vermelhos foram emitidos em várias regiões da Europa em agosto, evidenciando a preocupação com a saúde pública.
- Desde a década de 1990, as temperaturas médias na Europa aumentaram 0,53°C por década, superando a média global.
- Cidades como Florença podem ver a taxa de mortalidade triplicar até 2050, exigindo estratégias urgentes para enfrentar o calor intenso.
Onda de calor em junho de 2023 causou 2.300 mortes em 12 cidades europeias. O estudo aponta que as temperaturas foram de 1°C a 4°C mais altas devido às mudanças climáticas, sendo responsáveis por dois terços das fatalidades. As altas temperaturas provocam insolação e agravam doenças crônicas.
Alertas vermelhos foram emitidos em várias partes da Europa em agosto, refletindo a crescente preocupação com a saúde pública. Desde a década de 1990, as temperaturas médias no continente aumentaram 0,53°C por década, mais que o dobro da média global. Essa mudança climática tem gerado ondas de calor mais frequentes e intensas.
Cidades europeias enfrentam um risco maior de mortalidade em dias quentes. Em Turim, por exemplo, o risco de morte aumenta em mais de 50% em comparação a Toronto, onde o aumento é de apenas 14%. A falta de ar-condicionado é um fator crítico, com apenas 5% das residências no Reino Unido e 20% na Holanda equipadas com esse recurso.
A vulnerabilidade ao calor varia entre as cidades. Locais densamente construídos, como Paris e Milão, apresentam maior risco. Em Paris, o risco de morte em dias quentes é 56% maior, enquanto em Milão, a poluição agrava a situação. A população idosa também é mais afetada, com 40% das mortes relacionadas ao calor ocorrendo em pessoas acima de 85 anos.
Além disso, áreas mais pobres enfrentam maiores riscos, com uma análise mostrando que moradores de bairros carentes têm três vezes mais chances de sofrer com o calor extremo. A previsão é alarmante: cidades como Florença podem ver a taxa de mortalidade triplicar até 2050. Para mitigar esses efeitos, a Europa precisa urgentemente desenvolver estratégias para enfrentar o calor intenso.
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