- O Ministério da Saúde, em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), começou a liberação de mosquitos Aedes aegypti infectados com Wolbachia em Santa Catarina.
- A ação teve início em 26 de agosto de 2025 e visa combater arboviroses como dengue, Zika e chikungunya.
- O investimento total é de R$ 5,2 milhões, e a liberação ocorrerá em municípios como Joinville, Balneário Camboriú e Blumenau ao longo de 26 semanas.
- Joinville já recebeu mosquitos em 60% de seu território desde 2024 e agora expandirá a liberação para novas áreas.
- Em 2025, Santa Catarina registrou 27.081 casos prováveis de dengue, com 17 óbitos confirmados, embora tenha havido uma queda de 92% em relação ao ano anterior.
O Ministério da Saúde, em colaboração com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), deu início à liberação de mosquitos Aedes aegypti infectados com Wolbachia em Santa Catarina. A ação, que começou em 26 de agosto de 2025, visa combater arboviroses como dengue, Zika e chikungunya em municípios como Joinville, Balneário Camboriú e Blumenau. O investimento totaliza R$ 5,2 milhões e é parte de uma estratégia mais ampla para enfrentar o aumento dos casos de dengue no Brasil.
Joinville já recebeu os mosquitos em 60% de seu território desde 2024 e agora expandirá a liberação para novas áreas. A escolha dos municípios foi baseada em indicadores epidemiológicos, considerando a alta incidência de casos de dengue e a presença do mosquito transmissor. A liberação dos mosquitos ocorrerá ao longo de 26 semanas, beneficiando mais de 400 mil habitantes.
Estratégia e Resultados
O secretário adjunto de Vigilância em Saúde e Ambiente, Fabiano Pimenta, destacou que a ampliação do método Wolbachia é uma resposta planejada às epidemias de dengue. Ele enfatizou a importância da colaboração entre os diferentes níveis de governo e a necessidade de critérios técnicos para a escolha das áreas de atuação. Em 2025, Santa Catarina registrou 27.081 casos prováveis de dengue, com 17 óbitos confirmados, embora tenha havido uma queda de 92% em relação ao ano anterior.
O método Wolbachia consiste na liberação de mosquitos que, ao se reproduzirem com os selvagens, geram uma nova geração com menor capacidade de transmitir arboviroses. Essa tecnologia, já adotada em 14 países, é recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e tem mostrado resultados positivos em diversas cidades brasileiras, como em Niterói, onde a redução de casos de dengue chegou a 88,8%.
Vacinação e Vigilância
Além da liberação de mosquitos, o Ministério da Saúde também tem investido na vacinação contra a dengue. Desde 2024, foram distribuídas quase 10 milhões de doses da vacina, com 6,9 milhões já aplicadas. O Instituto Butantan deve iniciar a produção da vacina em 2026, com capacidade para 60 milhões de doses anuais.
A vigilância continua sendo um pilar fundamental na luta contra as arboviroses, com a participação ativa de estados e municípios. A rede nacional de laboratórios está equipada para confirmar casos e monitorar os sorotipos do vírus, garantindo transparência e controle sobre a doença.
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