- Chás para emagrecimento e dietas milagrosas têm se popularizado nas redes sociais, prometendo perda rápida de peso.
- Especialistas alertam sobre os riscos à saúde, como desidratação e deficiências vitamínicas.
- A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) classifica essas alegações como fraudes.
- Casos extremos, como a morte de uma mulher de 42 anos devido a hepatite fulminante causada por um chá, evidenciam os perigos.
- A Anvisa recomenda que pessoas com problemas de saúde busquem orientação profissional antes de adotar essas práticas.
Os chás para emagrecimento e as dietas milagrosas têm ganhado destaque nas redes sociais, especialmente no TikTok e Kwai, com promessas de perda de peso rápida. Especialistas, no entanto, alertam para os riscos à saúde associados a essas práticas, que podem resultar em desidratação e deficiências vitamínicas. A Anvisa classifica essas alegações como fraudes.
Publicações que prometem resultados como “perca 12 quilos em uma semana” ou “chá poderoso para murchar a barriga” têm atraído milhões de visualizações. A diretora da Asbran, Vanille Pessoa, afirma que não existem milagres no emagrecimento. Os chás podem levar à perda de água, não de gordura, e seu uso excessivo pode causar aumento da pressão arterial e desidratação.
A endocrinologista Priscila Gil destaca que dietas que prometem emagrecimento rápido podem causar tontura, câimbras e dores de cabeça. Casos extremos, como a morte de uma mulher de 42 anos devido a hepatite fulminante causada por um chá, ilustram os perigos. Adriano Segal, psiquiatra da Abeso, ressalta que esses conteúdos podem agravar problemas de imagem corporal, especialmente em pessoas vulneráveis.
A Disseminação da Desinformação
A disseminação de informações enganosas não é nova, mas as redes sociais amplificaram o alcance. Dados da consultoria Palver mostram que cerca de mil conteúdos sobre chás e emagrecimento circularam no WhatsApp em um mês. A Anvisa recomenda que pessoas com problemas de saúde busquem ajuda profissional e alerta que a divulgação de alegações terapêuticas indevidas é uma infração sanitária.
Plataformas como TikTok e Kwai afirmam monitorar e remover conteúdos prejudiciais, mas a desinformação continua a ser um desafio. A inteligência artificial também é utilizada para criar postagens enganosas, como uma que usa a voz do médico Drauzio Varella para promover um chá. Especialistas recomendam que quem deseja emagrecer busque orientação médica, evitando os riscos associados a essas práticas.
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