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Despertador no modo soneca pode prejudicar a qualidade do seu sono

A prática do modo soneca pode resultar em sérias consequências para a saúde, como hipertensão e doenças cardíacas.

Foto: Reprodução
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  • O uso do modo soneca em despertadores pode resultar em perda acumulada de 6 a 8 horas de sono por mês.
  • Essa prática aumenta os riscos de hipertensão e doenças cardíacas.
  • O snoozing fragmenta os ciclos do sono, afetando a fase REM, essencial para a recuperação emocional.
  • Especialistas recomendam dormir em horários regulares e manter o quarto escuro e silencioso para evitar o hábito.
  • Criar rituais matinais e evitar sonecas longas durante o dia também são estratégias sugeridas para melhorar a qualidade do sono.

O uso do modo soneca em despertadores, embora comum, pode ter consequências sérias para a saúde. Especialistas alertam que o hábito de apertar o botão para “mais 10 minutos” pode resultar em uma perda acumulada de 6 a 8 horas de sono ao longo do mês, aumentando os riscos de hipertensão e doenças cardíacas.

O snoozing fragmenta os ciclos naturais do sono, especialmente a fase REM, que é crucial para a recuperação emocional e a regulação do humor. A neuropsicóloga Laryssa Borges explica que essa prática pode levar a uma sensação de cansaço e desorientação ao acordar, já que o corpo é frequentemente interrompido em estágios mais profundos do sono.

Além disso, a ativação repetida do alarme provoca respostas de estresse, elevando a frequência cardíaca e reduzindo a profundidade do sono nas horas finais antes do despertar. A psicóloga Karina Stryje destaca que o sono fragmentado pode resultar em irritabilidade, dificuldade de concentração e aumento dos níveis de estresse e ansiedade.

Riscos à Saúde

Os impactos do snoozing vão além do cansaço imediato. Estudos associam o sono de má qualidade a problemas como diabetes tipo 2, depressão e obesidade. A psicóloga clínica Kathryn Roecklein alerta que a dependência do modo soneca pode mascarar distúrbios mais sérios, como insônia ou apneia do sono.

Para aqueles que desejam abandonar esse hábito, especialistas recomendam algumas estratégias. Dormir em horários regulares e manter o quarto escuro e silencioso são fundamentais. Além disso, deixar o celular longe da cama obriga a pessoa a se levantar para desligar o alarme, facilitando o despertar.

Mudanças na Rotina

Criar rituais matinais, como abrir janelas ou tomar um banho rápido, ajuda a sinalizar ao corpo que é hora de acordar. Também é aconselhável evitar sonecas longas durante o dia e reduzir o consumo de cafeína à tarde, pois esses hábitos podem interferir na qualidade do sono noturno.

Em resumo, o modo soneca pode parecer inofensivo, mas suas consequências para a saúde são significativas. Se a dificuldade em acordar persiste, é recomendável buscar orientação médica para investigar possíveis distúrbios do sono.

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