- Sete cidades francesas, incluindo Paris, Lille e Lyon, proibiram o atum e produtos derivados em escolas.
- A decisão foi anunciada na última sexta-feira e visa proteger a saúde infantil da presença de mercúrio nos peixes.
- Associações ecologistas, como Bloom e Foodwatch, apoiaram a medida, citando um estudo que revelou mercúrio em todas as amostras de atum testadas.
- A vice-prefeita de Lille, Charlotte Brun, destacou o princípio da precaução, mencionando que a Organização Mundial da Saúde considera o mercúrio uma substância química perigosa para crianças.
- A Federação das Indústrias de Alimentos Conservados contestou a proibição, afirmando que as empresas seguem as normas e que os testes das ONGs podem ser questionáveis.
Sete cidades francesas, incluindo Paris, Lille e Lyon, decidiram proibir o atum e produtos derivados em escolas, citando riscos à saúde infantil. A medida foi anunciada na última sexta-feira e visa proteger os alunos da presença de mercúrio nos peixes, mesmo com a regulamentação europeia em vigor.
A decisão foi respaldada por associações ecologistas, como Bloom e Foodwatch, que alertaram sobre a concentração de mercúrio em latas de atum. Um estudo realizado por um laboratório revelou que todas as 148 amostras testadas continham mercúrio, com mais da metade apresentando níveis superiores a 0,3 miligramas por quilo, limite estabelecido para outros peixes. A regulamentação europeia permite até 1 miligrama por quilo para o atum fresco, mas as ONGs argumentam que, em conserva, esse limite pode chegar a 2,7 miligramas por quilo.
Charlotte Brun, vice-prefeita de Lille, afirmou que a decisão se baseia no princípio da precaução, destacando que a Organização Mundial da Saúde considera o mercúrio uma das dez substâncias químicas mais perigosas para a saúde, especialmente para crianças. Os sete municípios, que somam 3,5 milhões de habitantes, não reverterão a proibição até que os limites de mercúrio sejam reduzidos para o mesmo patamar de outros peixes.
A Federação das Indústrias de Alimentos Conservados contestou a decisão, afirmando que as empresas seguem as normas vigentes e que os resultados dos testes das ONGs podem ser questionáveis. A federação divulgou dados de monitoramento dos últimos oito anos, indicando que as concentrações de mercúrio estavam, em média, três vezes abaixo do limite regulamentar.
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