- Luana Cianci, analista de redes sociais, conviveu com psoríase desde os quatro anos, em um ambiente familiar conturbado.
- A separação dos pais e a violência do padrasto impactaram sua saúde mental e física.
- Após internação psiquiátrica aos 22 anos, Luana percebeu a relação entre seus traumas e a psoríase, destacando a importância do perdão para seu tratamento.
- A dermatologista Renata Magalhães afirma que fatores emocionais podem agravar doenças inflamatórias, como a psoríase.
- Pesquisas mostram que o perdão está associado à redução de doenças cardiovasculares e melhora na saúde emocional.
A analista de redes sociais Luana Cianci, de 29 anos, conviveu com a psoríase desde os quatro anos, quando a doença se manifestou em meio a um ambiente familiar conturbado. A separação dos pais e a violência do padrasto marcaram sua infância, refletindo-se na saúde mental e física.
Após uma internação psiquiátrica aos 22 anos, Luana compreendeu a conexão entre seus traumas e a psoríase. Durante esse período, ela percebeu que o perdão era essencial para seu tratamento. “A psoríase é uma inflamação, não apenas uma questão emocional”, afirmou. Essa nova perspectiva a ajudou a controlar a doença, que antes piorava em momentos de estresse e violência.
Luana relembra que, durante a infância, as crises de psoríase eram frequentes e intensificadas pelas brigas em casa. Após fugas e tentativas de tratamento, ela finalmente encontrou apoio ao retornar para São Paulo, onde começou a seguir um tratamento adequado. “O perdão melhorou minha condição e hoje a doença está totalmente controlada”, destacou.
Impacto do Perdão na Saúde
O Dia Nacional do Perdão, celebrado em 30 de setembro, ressalta a importância desse ato na saúde mental e física. A dermatologista Renata Magalhães explica que fatores emocionais, como estresse e traumas, podem agravar doenças inflamatórias como a psoríase. Mais de 60% dos pacientes relatam que a condição começou ou piorou devido a problemas emocionais.
Pesquisas recentes indicam que a disposição para perdoar está associada à redução de doenças cardiovasculares. Um estudo de 2024 mostrou que sentimentos positivos, como perdão e gratidão, podem melhorar a saúde arterial. O cardiologista Álvaro Avezum enfatiza que a mágoa prolongada pode aumentar a produção de hormônios que elevam a pressão arterial, contribuindo para problemas cardíacos.
A psicóloga Suzana Avezum reforça que o perdão é um antídoto para o sofrimento emocional. “Perdoar é abrir mão do ressentimento, permitindo que a pessoa se sinta mais leve e feliz”, explica. Para aqueles que têm dificuldade em perdoar, buscar apoio psicológico é fundamental.
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