Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Uso de IA apenas para redução de custos é desperdício, afirma criador da Siri

Tom Gruber alerta sobre alucinações na IA e defende regulamentação ética para garantir seu uso responsável e benéfico à sociedade

Tom Gruber fala sobre o objetivo da IA em melhorar a vida das pessoas durante evento (Foto: Reprodução)
0:00
Carregando...
0:00
  • Tom Gruber, cofundador da Siri, discutiu as alucinações na inteligência artificial (IA) durante o Startup Summit 2025 em Florianópolis.
  • Ele destacou que essas alucinações, que geram respostas imprecisas, são um desafio para a evolução da tecnologia.
  • Gruber defende a criação de novas arquiteturas de IA que entendam raciocínio e verdade, enfatizando a importância de distinguir entre fato e ficção.
  • O especialista introduziu o conceito de IA humanista, que visa usar a tecnologia para resolver problemas complexos, como saúde mental.
  • Ele também ressaltou a necessidade de regulamentação para garantir o uso ético da IA, concordando com críticas sobre os riscos em sociedades autocráticas.

Tom Gruber, cofundador da Siri e especialista em inteligência artificial (IA), abordou a questão das alucinações na IA durante o Startup Summit 2025, realizado em Florianópolis. Ele destacou que esse fenômeno, que resulta em respostas imprecisas ou inventadas, representa um desafio significativo para a evolução da tecnologia.

Gruber defende que a solução para as alucinações passa pela criação de novas arquiteturas de IA que não apenas aprendam padrões, mas também raciocínio e compreensão. “A IA precisa ser capaz de distinguir entre verdade e mentira, algo fundamental para sua credibilidade,” afirmou. Ele enfatizou a importância de treinar a IA para lidar com fatos reais, em vez de apenas memorizar dados.

Com uma carreira de quatro décadas em IA, Gruber é reconhecido por seu papel no desenvolvimento da Siri, assistente virtual da Apple. Ele acredita que a IA deve ser projetada para complementar as capacidades humanas, não para substituí-las. Em entrevista, ressaltou que a IA pode ser uma ferramenta poderosa para resolver problemas complexos, como saúde mental e educação.

IA Humanista

Gruber introduziu o conceito de IA humanista, que visa utilizar a tecnologia para melhorar a vida das pessoas. “Devemos usar a IA para resolver problemas que antes eram impossíveis de resolver,” disse. Ele citou a Organização Mundial da Saúde, que estima que um bilhão de pessoas necessitam de cuidados em saúde mental, e a IA pode ajudar a preencher essa lacuna.

O especialista também comentou sobre o ChatGPT, elogiando sua capacidade de criar uma interface conversacional com a IA. No entanto, ele alertou que os Modelos de Linguagem de Grande Escala (LLMs) ainda enfrentam desafios, como a geração de respostas falsas. Para Gruber, a solução técnica para isso reside em uma nova arquitetura que permita à IA compreender melhor os dados.

Regulamentação e Ética

Gruber destacou a necessidade de regulamentação para garantir o uso ético da IA. Ele concordou com o crítico Yuval Harari sobre os riscos que a IA pode representar em sociedades autocráticas. “Precisamos ser cautelosos. A IA deve ser usada com responsabilidade,” afirmou. Ele acredita que a Europa está avançando na regulamentação, embora ainda esteja em estágios iniciais.

A mensagem central de Gruber é clara: a IA deve ser uma aliada na resolução de problemas complexos e na melhoria da vida humana, sempre com um foco ético e responsável.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais