- Tom Gruber, cofundador da Siri, discutiu as alucinações na inteligência artificial (IA) durante o Startup Summit 2025 em Florianópolis.
- Ele destacou que essas alucinações, que geram respostas imprecisas, são um desafio para a evolução da tecnologia.
- Gruber defende a criação de novas arquiteturas de IA que entendam raciocínio e verdade, enfatizando a importância de distinguir entre fato e ficção.
- O especialista introduziu o conceito de IA humanista, que visa usar a tecnologia para resolver problemas complexos, como saúde mental.
- Ele também ressaltou a necessidade de regulamentação para garantir o uso ético da IA, concordando com críticas sobre os riscos em sociedades autocráticas.
Tom Gruber, cofundador da Siri e especialista em inteligência artificial (IA), abordou a questão das alucinações na IA durante o Startup Summit 2025, realizado em Florianópolis. Ele destacou que esse fenômeno, que resulta em respostas imprecisas ou inventadas, representa um desafio significativo para a evolução da tecnologia.
Gruber defende que a solução para as alucinações passa pela criação de novas arquiteturas de IA que não apenas aprendam padrões, mas também raciocínio e compreensão. “A IA precisa ser capaz de distinguir entre verdade e mentira, algo fundamental para sua credibilidade,” afirmou. Ele enfatizou a importância de treinar a IA para lidar com fatos reais, em vez de apenas memorizar dados.
Com uma carreira de quatro décadas em IA, Gruber é reconhecido por seu papel no desenvolvimento da Siri, assistente virtual da Apple. Ele acredita que a IA deve ser projetada para complementar as capacidades humanas, não para substituí-las. Em entrevista, ressaltou que a IA pode ser uma ferramenta poderosa para resolver problemas complexos, como saúde mental e educação.
IA Humanista
Gruber introduziu o conceito de IA humanista, que visa utilizar a tecnologia para melhorar a vida das pessoas. “Devemos usar a IA para resolver problemas que antes eram impossíveis de resolver,” disse. Ele citou a Organização Mundial da Saúde, que estima que um bilhão de pessoas necessitam de cuidados em saúde mental, e a IA pode ajudar a preencher essa lacuna.
O especialista também comentou sobre o ChatGPT, elogiando sua capacidade de criar uma interface conversacional com a IA. No entanto, ele alertou que os Modelos de Linguagem de Grande Escala (LLMs) ainda enfrentam desafios, como a geração de respostas falsas. Para Gruber, a solução técnica para isso reside em uma nova arquitetura que permita à IA compreender melhor os dados.
Regulamentação e Ética
Gruber destacou a necessidade de regulamentação para garantir o uso ético da IA. Ele concordou com o crítico Yuval Harari sobre os riscos que a IA pode representar em sociedades autocráticas. “Precisamos ser cautelosos. A IA deve ser usada com responsabilidade,” afirmou. Ele acredita que a Europa está avançando na regulamentação, embora ainda esteja em estágios iniciais.
A mensagem central de Gruber é clara: a IA deve ser uma aliada na resolução de problemas complexos e na melhoria da vida humana, sempre com um foco ético e responsável.
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