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Hipertensão causa 46 mil mortes anuais e avança silenciosamente entre a população

Novos tratamentos prometem revolucionar o controle da hipertensão, que ainda afeta apenas 30% dos pacientes na Espanha

Mulher mede a pressão arterial em sua casa (Foto: Reprodução)
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  • A hipertensão é uma condição que afeta milhões de pessoas e é uma das principais causas de doenças cardiovasculares.
  • Durante o Congresso Mundial de Cardiologia, foram apresentados novos medicamentos, como Baxdrostad e Zilebesiran, que oferecem novas opções para o controle da pressão arterial.
  • Apenas 30% dos hipertensos têm a condição sob controle, resultando em cerca de 46 mil mortes anuais na Espanha, segundo a Sociedade Espanhola de Cardiologia.
  • O Baxdrostad, da AstraZeneca, demonstrou eficácia em pacientes resistentes ao tratamento, enquanto o Zilebesiran, da Roche e Alnylam, pode ser administrado a cada seis meses, melhorando a adesão ao tratamento.
  • Mudanças no estilo de vida, como redução do consumo de sal e prática de exercícios, continuam sendo essenciais para o controle da hipertensão.

A hipertensão, uma condição que afeta milhões de pessoas, é uma das principais causas de doenças cardiovasculares. Durante o Congresso Mundial de Cardiologia, novos medicamentos como Baxdrostad e Zilebesiran foram apresentados, trazendo esperanças para o controle da pressão arterial.

Atualmente, apenas 30% dos hipertensos têm a condição sob controle, resultando em cerca de 46 mil mortes anuais na Espanha, segundo a Sociedade Espanhola de Cardiologia. A hipertensão é considerada uma “bomba de relojoaria silenciosa”, pois muitos não sabem que a possuem. A falta de prevenção e a dificuldade em manter um estilo de vida saudável são desafios significativos.

Os novos medicamentos apresentados no congresso podem ajudar a aumentar o percentual de pacientes controlados. O Baxdrostad, desenvolvido pela AstraZeneca, mostrou resultados promissores em pacientes resistentes ao tratamento, reduzindo significativamente a pressão arterial. Já o Zilebesiran, da Roche e Alnylam, atua de forma inovadora, sendo administrado a cada seis meses, o que pode melhorar a adesão ao tratamento.

Mudanças no estilo de vida continuam sendo fundamentais. Especialistas recomendam a redução do consumo de sal e a prática de exercícios físicos. No entanto, a adesão a essas mudanças é complexa e depende de fatores sociais e econômicos. A conscientização sobre a hipertensão e a importância de medições regulares são essenciais para o controle da doença.

A combinação de novos medicamentos com mudanças no estilo de vida pode ser a chave para enfrentar a hipertensão. A expectativa é que, com essas inovações, o número de pacientes com a pressão arterial controlada aumente significativamente nos próximos anos.

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