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Planos de saúde passam a cobrir implante contraceptivo Implanon obrigatoriamente

Implanon terá cobertura obrigatória por planos de saúde e será disponibilizado pelo SUS, com 1,8 milhão de unidades até 2026

Aplicação de implante subcutâneo para contracepção hormonal (Foto: Reprodução)
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  • A partir de 1º de outubro, o Implanon terá cobertura obrigatória pelos planos de saúde para mulheres de 18 a 49 anos.
  • A medida foi regulamentada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).
  • O Sistema Único de Saúde (SUS) também disponibilizará o Implanon, com previsão de 1,8 milhão de dispositivos até 2026.
  • O investimento do governo será de aproximadamente R$ 245 milhões, com a entrega de 500 mil unidades até 2025.
  • O Implanon é um método contraceptivo eficaz, com taxa de falha de 0,05%, e sua inserção é um procedimento simples realizado em consultório.

O Implanon, um implante contraceptivo hormonal, passa a ter cobertura obrigatória pelos planos de saúde a partir de 1º de outubro. A medida abrange mulheres de 18 a 49 anos e foi regulamentada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). O método, que previne a gravidez por até três anos, libera o hormônio etonogestrel, essencial para o ciclo menstrual.

Além da inclusão nos planos de saúde, o Sistema Único de Saúde (SUS) também disponibilizará o Implanon, com a previsão de distribuição de 1,8 milhão de dispositivos até 2026. O investimento do governo será de aproximadamente R$ 245 milhões, com a expectativa de que 500 mil unidades sejam entregues até 2025. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou a importância do método, que oferece uma alternativa eficaz e de longa duração.

Vantagens do Implanon

A ginecologista Ana Paula Fabrício enfatiza que a cobertura do Implanon é um avanço significativo. Amplia o acesso a um método contraceptivo altamente eficaz, reduzindo o risco de gravidezes não planejadas, especialmente entre jovens. O implante elimina a necessidade de lembrar de tomar pílulas diariamente, proporcionando mais segurança.

Entretanto, o uso do Implanon não é indicado para todas as mulheres. Aqueles com histórico de câncer de mama, doenças hepáticas graves ou sangramentos vaginais inexplicados devem passar por avaliação médica. A inserção do implante é um procedimento simples, realizado em consultório com anestesia local, e a remoção também é feita em ambiente ambulatorial.

Comparação com Outros Métodos

O Implanon e o DIU são métodos contraceptivos reversíveis de longa duração disponíveis no SUS. A taxa de falha do Implanon é de 0,05%, enquanto o DIU varia entre 0,2% e 0,8%, dependendo do tipo. A inclusão do Implanon no SUS e nos planos de saúde representa um passo importante para o fortalecimento do planejamento familiar no Brasil, alinhando-se às metas de redução da mortalidade materna estabelecidas pela ONU. O governo busca reduzir em 25% a mortalidade materna até 2027, com foco especial na população negra.

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