- Raphaella Avena, publicitária carioca, compartilha experiências sobre a pressão para manter uma rotina saudável em seu perfil no Instagram, @quarentamos.
- Aos 43 anos, ela discute temas como nutrição e sexo, além da culpa gerada pela comparação nas redes sociais.
- Avena relata que, durante a tensão pré-menstrual, não consegue malhar e sente uma intensa culpa por isso.
- O escritor André Carvalhal aponta que a busca por pertencimento no mundo digital transforma o movimento wellness em uma armadilha, levando à exaustão.
- A psicóloga Daniela Faertes destaca a importância do autoconhecimento para lidar com a pressão social relacionada à aparência e ao desempenho.
Chegar aos 40 anos trouxe desafios para a publicitária carioca Raphaella Avena, que, aos 43, decidiu compartilhar suas experiências no Instagram, através do perfil @quarentamos. O espaço visa discutir temas como nutrição, sexo e a busca por uma vida saudável, mas também expõe a pressão que muitas mulheres sentem para manter uma rotina de exercícios.
Raphaella revela que, apesar de se esforçar para malhar regularmente, enfrenta dificuldades durante a TPM, o que gera uma culpa intensa. “Malho certinho nas três semanas do mês, mas na última, não piso na academia. Isso me traz uma culpa enorme”, desabafa. A busca pela “melhor versão” de si mesma se torna uma constante, alimentada pela comparação nas redes sociais.
Pressão e Ansiedade
A pressão para se encaixar nos padrões de bem-estar é uma realidade para muitos. O escritor e consultor André Carvalhal observa que a necessidade de pertencimento, exacerbada pelo mundo digital, transforma o movimento wellness em uma armadilha. “Vivemos na exaustão, e ao buscar uma forma de recompensa, aparecem alimentos e produtos como alívio”, afirma.
A personal trainer Fabiola Menezes complementa que a prática de registrar treinos nas academias pode prejudicar a experiência de outros alunos. O excesso de cobrança pode levar ao overtraining, resultando em lesões e estresse. “Quem se cobra tanto sente que, se diminuir o ritmo, também terá cobranças externas”, alerta Fabiola.
Impacto Social
A psicóloga Daniela Faertes destaca que a autoperformance está ligada a valores sociais como status e beleza, que geram mal-estar. Para ela, o autoconhecimento é fundamental para criar um padrão de mentalidade saudável. “É preciso entender a verdadeira razão por querer performar tanto”, conclui.
Em um cenário onde a aparência é valorizada, respeitar os limites do corpo se torna essencial. A busca incessante pela validação externa pode ser prejudicial, e entender as motivações por trás dessa pressão é um passo importante para o bem-estar.
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