- A Sociedade Española de Medicina de la Adolescencia divulgou dados sobre o consumo de bebidas energéticas entre jovens.
- Entre 2018 e 2024, o consumo aumentou em 31%, com 40% dos jovens consumindo essas bebidas diariamente.
- O pediatra Roi Piñeiro Pérez recomenda que crianças menores de 12 anos não ultrapassem 2,5 miligramas de cafeína por quilo de peso e adolescentes, 100 a 200 miligramas por dia.
- Especialistas alertam sobre os riscos à saúde, como irritabilidade, distúrbios do sono e problemas neurológicos e cardiovasculares.
- A educação sobre alimentação saudável e a redução da disponibilidade de bebidas açucaradas em casa são medidas recomendadas para as famílias.
Recentemente, a Sociedade Española de Medicina de la Adolescencia divulgou dados alarmantes sobre o consumo de bebidas energéticas entre jovens. Entre 2018 e 2024, houve um aumento de 31% no consumo, com 40% das crianças e adolescentes consumindo essas bebidas diariamente. Especialistas alertam que essa tendência é preocupante, especialmente considerando os riscos à saúde associados.
O pediatra Roi Piñeiro Pérez, do Hospital Universitário General de Villalba, recomenda que a ingestão diária de cafeína para crianças menores de 12 anos não ultrapasse 2,5 miligramas por quilo de peso. Para adolescentes, o limite ideal é de 100 a 200 miligramas por dia. A American Academy of Pediatrics reforça que crianças não devem consumir bebidas energéticas, pois muitos não têm consciência do que estão ingerindo.
A pediatra Rosaura Leis destaca que o consumo de bebidas estimulantes tem aumentado entre crianças, muitas vezes sem que elas ou suas famílias entendam os efeitos nocivos. A publicidade associada a eventos esportivos e a ideia de sucesso social contribuem para essa aceitação. Além disso, essas bebidas frequentemente contêm altos níveis de açúcar, que podem levar a problemas como obesidade e cáries dentárias.
Riscos à Saúde
Os riscos associados ao consumo de bebidas energéticas incluem irritabilidade, distúrbios do sono e problemas neurológicos e cardiovasculares. Leis enfatiza que a ingestão dessas bebidas não é recomendada em nenhuma faixa etária, especialmente durante o desenvolvimento infantil e adolescente. A neuropsicóloga Patricia Fernández Cabeza aponta que o consumo frequente pode levar a desequilíbrios de humor e problemas de atenção, além de aumentar os riscos de ansiedade e depressão.
A facilidade de acesso a essas bebidas e o comportamento dos pais também influenciam o consumo. Reduzir a disponibilidade de bebidas açucaradas em casa e promover alternativas saudáveis são medidas recomendadas. A dietista-nutricionista Melisa Gómez Allué sugere que, em vez de bebidas energéticas, os jovens optem por opções refrescantes, como água saborizada com frutas.
A crescente preocupação com o consumo de bebidas energéticas entre crianças e adolescentes demanda uma reflexão sobre a regulamentação de sua venda e publicidade. A educação sobre estilos de vida saudáveis é essencial para que as famílias façam escolhas informadas sobre a alimentação de seus filhos.
Entre na conversa da comunidade