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Ministério da Saúde revela desafios para fusão entre hospitais no Rio de Janeiro

Integração entre Hospital Federal da Lagoa e Instituto Fernandes Figueira enfrenta desafios estruturais e de gestão, segundo relatório recente

Problemas de infraestrutura no Hospital Federal da Lagoa (Foto: Reprodução)
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  • O Hospital Federal da Lagoa e o Instituto Fernandes Figueira iniciaram integração para unificação sob a administração da Fundação Oswaldo Cruz.
  • A assinatura dos acordos ocorreu na presença do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, com investimento de R$ 170 milhões.
  • Um relatório do Ministério da Saúde e da Fiocruz aponta deficiências estruturais e de gestão, incluindo problemas de infraestrutura no Hospital Federal da Lagoa.
  • O plano de integração será realizado em duas fases, com a primeira focando na comunicação com pacientes e gestão de recursos humanos.
  • Serão abertos 166 novos leitos nas duas unidades, mas a distribuição ainda não foi divulgada.

Foi iniciada a integração entre o Hospital Federal da Lagoa (HFL) e o Instituto Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz), com a assinatura de acordos que visam unificar as duas unidades sob a administração da Fundação Oswaldo Cruz. O evento ocorreu na presença do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e prevê um investimento de R$ 170 milhões para melhorar o atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS) no Rio de Janeiro.

Apesar do otimismo do ministro, um relatório do Ministério da Saúde e da Fiocruz aponta deficiências estruturais e de gestão que precisam ser abordadas. O documento, apresentado em audiência pública pela Defensoria Pública da União (DPU), destaca a necessidade de reformas urgentes nas instalações, que incluem problemas graves de infraestrutura no HFL, como infiltrações e falta de alvará do Corpo de Bombeiros.

Desafios Estruturais

O relatório revela que 96,9% do orçamento do HFL e 95,2% do IFF são destinados ao custeio, limitando investimentos em infraestrutura. Além disso, a falta de leitos adequados e a superlotação são preocupações expressas por representantes do Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro. O presidente do sindicato, Alexandre Telles, questiona o destino dos pacientes que perderão acesso a especialidades.

O plano de integração será realizado em duas fases. A primeira, já em andamento, inclui a criação de um canal de comunicação para pacientes e a contratação de profissionais para gestão de recursos humanos. A segunda fase, prevista para 2026, focará na ampliação dos serviços, especialmente nas áreas de saúde da mulher e pediátrica.

Ampliação de Serviços

Durante a assinatura dos acordos, foi mencionado que 166 novos leitos serão abertos nas duas unidades, embora a distribuição exata ainda não tenha sido divulgada. O HFL atualmente possui 248 leitos, com uma taxa de ocupação preocupante. O relatório também aponta a necessidade de um robusto pacote de obras para garantir um atendimento de qualidade.

Além disso, outras unidades de saúde, como o Instituto Nacional de Cardiologia e o Instituto de Traumatologia e Ortopedia, também estão recebendo investimentos e aumento na capacidade de atendimento. O Instituto Nacional do Câncer planeja a contratação de mais 784 profissionais para melhorar os serviços prestados.

A integração entre HFL e IFF é vista como uma oportunidade de ampliação do atendimento no SUS, mas a implementação das melhorias estruturais e de gestão será fundamental para garantir que os objetivos sejam alcançados. Uma nova audiência pública está agendada para discutir os próximos passos da integração.

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