- Luís Moreira Gonçalves, professor e médico, lançou o quadrinho “Dormindo entre cadáveres”, que retrata sua experiência no combate à Covid-19 em um hospital de campanha em Porto Velho.
- A obra, co-criada com o quadrinista Felipe Parucci, aborda os desafios emocionais enfrentados durante a pandemia.
- Em 2021, com mais de 200 mil mortes no Brasil, Luís decidiu atender a uma convocação do governo de Rondônia, apesar de nunca ter exercido a medicina clínica.
- O quadrinho narra a luta contra a Covid-19 e inclui relatos de pacientes, refletindo sobre a responsabilidade de ser médico em tempos de crise.
- Atualmente, Luís se dedica integralmente à medicina e enfrenta um processo disciplinar relacionado à sua exoneração da Universidade de São Paulo (USP). O quadrinho tem 320 páginas e está à venda por R$ 124,90.
Luís Moreira Gonçalves, professor e médico, lançou o quadrinho “Dormindo entre cadáveres”, que retrata sua experiência no combate à Covid-19 em um hospital de campanha em Porto Velho. A obra, co-criada com o quadrinista Felipe Parucci, explora os desafios emocionais enfrentados durante a pandemia.
Em 2021, com mais de 200 mil mortes no Brasil e o início da vacinação, Luís decidiu atender a uma convocação do governo de Rondônia. Apesar de sua formação acadêmica em Psiquiatria e Medicina, ele nunca havia exercido a medicina clínica. “Queria contar uma história da pandemia e acabei por me render à evidência de que a história ficaria mais interessante contada em primeira pessoa,” explica Luís.
O quadrinho não apenas narra a luta contra a Covid-19, mas também aborda o impacto psicológico da experiência. Luís menciona que “dormia mal” devido à ansiedade e ao estresse da situação. A obra inclui relatos de pacientes e reflete sobre a responsabilidade de ser médico em tempos de crise.
Colaboração Criativa
Felipe Parucci, que já havia trabalhado em outros quadrinhos, foi convidado por Luís para ajudar a contar sua história. Inicialmente, a ideia era um relato técnico, mas Felipe percebeu que o foco deveria ser a experiência pessoal de Luís. “O importante sobre a história era ele próprio e não a Covid,” afirma Felipe.
A arte em lápis de Felipe, que dá um tom de urgência à narrativa, complementa a profundidade emocional da história. “Acho que o traço ansioso do livro diz muito sobre minha interpretação dos sentimentos da história,” diz o quadrinista.
Atualmente, Luís não leciona mais na USP, tendo optado por se dedicar integralmente à medicina. Ele enfrenta um processo disciplinar relacionado à sua exoneração da universidade, mas acredita que sua atuação no hospital era mais urgente e necessária. “O processo continua, e isso não se coaduna com a urgência que existiu na abertura do processo,” conclui. O quadrinho, publicado pela Comix Zone, tem 320 páginas e está à venda por R$ 124,90.
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