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OMS inclui Ozempic e Wegovy na lista de medicamentos essenciais para obesidade

A OMS inclui novos medicamentos essenciais para diabetes e obesidade e pede aumento do acesso em países em desenvolvimento

Wegovy e Ozempic, medicamentos para obesidade, foram adicionados pela OMS à lista de medicamentos essenciais (Foto: Reprodução)
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  • A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou a inclusão de novos medicamentos na lista de essenciais para o tratamento de diabetes e obesidade.
  • Os medicamentos recomendados são semaglutida, tirzepatida, dulaglutida e liraglutida.
  • Mais de 800 milhões de pessoas têm diabetes e mais de 1 bilhão enfrentam a obesidade no mundo.
  • A OMS destaca que os altos custos dos tratamentos, que podem ultrapassar mil dólares mensais, limitam o acesso, especialmente em países em desenvolvimento.
  • A produção de versões genéricas pode reduzir os preços e aumentar a acessibilidade, com a semaglutida podendo ser fabricada na Índia por apenas 4 dólares por mês.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou, nesta sexta-feira, a inclusão de novos medicamentos na lista de essenciais, visando o tratamento de diabetes e obesidade. A recomendação abrange a semaglutida, tirzepatida, dulaglutida e liraglutida, com o objetivo de aumentar o acesso a esses tratamentos em países em desenvolvimento.

A OMS destaca que mais de 800 milhões de pessoas vivem com diabetes e mais de 1 bilhão enfrentam a obesidade globalmente. Em 2021, mais de 3,7 milhões de mortes foram atribuídas a doenças relacionadas ao sobrepeso, um número superior ao total de vítimas de malária, tuberculose e HIV. A inclusão desses medicamentos é um passo significativo para enfrentar essa crise de saúde pública.

Os novos tratamentos, que atuam na secreção de insulina e na sensação de saciedade, foram inicialmente desenvolvidos para diabetes, mas mostraram eficácia na perda de peso. No entanto, seus altos custos, que podem ultrapassar mil dólares mensais nos Estados Unidos, limitam o acesso. A OMS alerta que isso pode excluir os países mais pobres, enfatizando a necessidade de versões genéricas mais acessíveis.

Andrew Hill, pesquisador da Universidade de Liverpool, aponta que a semaglutida poderia ser produzida na Índia por apenas 4 dólares por mês, uma fração do custo atual. A expiração da patente em 2026 em alguns países pode facilitar a produção de genéricos, aumentando a concorrência e reduzindo preços.

Além de diabetes e obesidade, esses medicamentos também demonstraram benefícios em outras condições de saúde. Um estudo recente na revista JAMA revelou que pacientes cardíacos sob tratamento com esses fármacos apresentaram um risco 40% menor de hospitalização ou morte prematura. A OMS também atualizou sua lista com medicamentos contra o câncer, refletindo a crescente necessidade de tratamentos eficazes.

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