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Psiquiatras criam guia para influenciadores abordarem saúde mental e suicídio

ABP orienta influenciadores a tratar saúde mental com responsabilidade e a evitar a romantização do sofrimento e a divulgação de métodos de suicídio

Influenciadores digitais e criadores de conteúdo discutem a responsabilidade ao abordar saúde mental nas redes sociais (Foto: Reprodução)
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  • A Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) lançou uma cartilha para influenciadores sobre saúde mental.
  • O material tem como objetivo prevenir suicídio e doenças psiquiátricas, especialmente entre jovens.
  • O presidente da ABP, Antônio Geraldo, destacou a importância de uma comunicação responsável nas redes sociais.
  • A cartilha recomenda evitar a romantização do sofrimento e a divulgação de métodos de suicídio.
  • O site da Campanha Setembro Amarelo oferece materiais educativos para promover uma comunicação acolhedora e informativa.

A Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) lançou, nesta terça-feira, 2, uma cartilha destinada a influenciadores e criadores de conteúdo, com diretrizes sobre como tratar a saúde mental de maneira responsável. O material, disponível para download gratuito, visa prevenir o suicídio e doenças psiquiátricas, especialmente entre jovens.

Antônio Geraldo, presidente da ABP e coordenador da Campanha Setembro Amarelo, ressaltou a influência dos criadores de conteúdo nas redes sociais. “Quando compartilham suas experiências com doenças mentais, podem inspirar outros a buscar ajuda”, afirmou. No entanto, ele alertou que a informação errada pode causar danos irreversíveis.

Diretrizes Importantes

A cartilha recomenda evitar a romantização do sofrimento e a divulgação de métodos de suicídio. Também é importante não oferecer ajuda direta como se fosse um profissional de saúde. Os especialistas destacam que o uso de álcool ou drogas como forma de alívio deve ser desencorajado, assim como a promoção de testes de autodiagnóstico e conteúdos sensacionalistas.

Mensagens simplistas, como “vai passar”, e a promoção de jogos de azar são considerados prejudiciais. A ABP sugere uma comunicação que utilize uma linguagem acolhedora e livre de julgamentos. Frases como “você não está sozinho, tem gente que pode te ajudar” são recomendadas para transmitir apoio.

Ações Educativas

Além da cartilha, o site da Campanha Setembro Amarelo oferece diversos materiais educativos para diferentes públicos. O objetivo é promover uma comunicação que informe sem reforçar preconceitos, enfatizando a importância de procurar ajuda médica em momentos de crise. “Diariamente, milhões de pessoas iniciam um tratamento psiquiátrico adequado e são ajudadas”, concluiu Geraldo.

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