- Um ato público ocorreu em frente à Prefeitura de Niterói nesta quinta-feira (4), denunciando a precariedade da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) do Sistema Único de Saúde (SUS) na cidade.
- Usuários e profissionais da saúde mental protestaram contra a falta de pessoal, medicamentos essenciais e transporte.
- Os manifestantes relataram que a situação crítica do sistema tem levado ao aumento de pacientes em crise e internações.
- Uma comissão de representantes entregou uma carta com reivindicações à Secretaria de Saúde, incluindo a substituição de profissionais nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps) e a regularização do transporte para visitas domiciliares.
- A Prefeitura de Niterói foi contatada e aguarda um retorno sobre as demandas apresentadas.
Um ato público realizado nesta quinta-feira (4) em frente à Prefeitura de Niterói expôs a precariedade da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) do SUS na cidade. Usuários e profissionais da saúde mental protestaram contra a falta de pessoal, medicamentos essenciais e transporte, além de reivindicarem o retorno do passe livre para os usuários.
Os manifestantes destacaram que a situação crítica do sistema tem comprometido o atendimento, resultando em um aumento de casos de pacientes em crise e internações. Uma comissão de representantes, composta por usuários, familiares e servidores, foi recebida pelo Gabinete da Secretaria de Saúde. Durante o encontro, uma carta com reivindicações foi entregue, abordando problemas como o afastamento de profissionais por questões de saúde.
Demandas da Manifestação
Entre as principais demandas apresentadas estão a substituição imediata de profissionais nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps), a regularização do transporte para visitas domiciliares e a ampliação do Vale Social para os usuários. Zulmira Gomes, secretária geral da Associação dos Servidores da Saúde de Niterói, enfatizou a necessidade de que o poder público assuma a responsabilidade de garantir os recursos necessários para um acompanhamento de qualidade.
Os manifestantes também criticaram a política de “acolhimento humanizado”, que prevê internação sem consentimento para a população em situação de rua. Segundo eles, essa abordagem pode agravar a vulnerabilidade dos pacientes, gerando mais insegurança.
A Prefeitura de Niterói foi contatada pela reportagem e aguarda um retorno sobre as reivindicações apresentadas durante o ato.
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