- O Elevador da Glória, em Lisboa, descarrilou em 3 de setembro, resultando em 16 mortes e 22 feridos.
- A causa do acidente foi a ruptura de um cabo que conectava as cabines do bondinho.
- A investigação do Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários (GPIAAF) constatou que o cabo tinha 337 dias de uso e uma vida útil restante de 263 dias.
- O restante do sistema, incluindo polias e volante de inversão, estava em boas condições. A manutenção é feita por uma empresa externa contratada pela Carris.
- O acidente ocorreu a uma velocidade de 60 km/h, menos de 50 segundos após o início da viagem, e envolveu turistas de várias nacionalidades.
O Elevador da Glória, um dos principais pontos turísticos de Lisboa, sofreu um grave acidente em 3 de setembro, resultando em 16 mortes e 22 feridos. O incidente foi causado pela ruptura de um cabo que conectava as cabines do bondinho, levando ao descarrilamento e colisão com um prédio.
A investigação do Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários (GPIAAF) revelou que o cabo cedeu no ponto de fixação da cabine que iniciou a viagem. O cabo, que tinha 337 dias de uso, ainda possuía uma vida útil restante de 263 dias. A manutenção do sistema é realizada por uma empresa externa, contratada pela Carris, responsável pela operação do bondinho.
Detalhes da Investigação
O GPIAAF constatou que o restante do cabo e os componentes do sistema, como o volante de inversão e as polias, estavam em boas condições e sem anomalias visíveis. O cabo em questão é composto por seis cordões de 36 arames de aço, com um diâmetro total de 32 milímetros e capacidade de carga de aproximadamente 68 toneladas. Este tipo de cabo é utilizado no elevador há cerca de seis anos.
Além disso, a investigação apontou que o bondinho não está sob a supervisão do Instituto da Mobilidade e dos Transportes, o que levanta preocupações sobre a regulamentação e a segurança do sistema. A entidade responsável pela inspeção do equipamento realiza verificações a cada quatro anos, mas não há clareza sobre a supervisão contínua.
Impacto e Repercussão
O acidente ocorreu em menos de 50 segundos após o início da viagem, a uma velocidade de 60 km/h. Entre as vítimas, estavam turistas de diversas nacionalidades, incluindo britânicos, canadenses e sul-coreanos. Dos 23 feridos, cerca de dez permanecem internados em estado grave, com três brasileiros entre os afetados.
O Elevador da Glória, que liga a Praça dos Restauradores ao Jardim de São Pedro de Alcântara, é uma atração que recebe aproximadamente três milhões de visitantes anualmente. A tragédia levanta questões sobre a segurança das atrações turísticas em Lisboa, essenciais para a economia local.
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