- O número de mortes de motociclistas em rodovias de São Paulo aumentou 17% no primeiro semestre de 2025, totalizando 461 óbitos.
- A rodovia Anhanguera é a mais perigosa, com 27 mortes registradas, um aumento de 35% em relação a 2024.
- Um acidente na Anhanguera resultou na morte de um jovem após a colisão da moto com uma placa de sinalização, seguido por um atropelamento por um caminhão.
- O uso crescente de motocicletas para deslocamentos em alta velocidade é uma das causas do aumento das fatalidades.
- A falta de habilitação adequada é um fator crítico, com mais da metade dos motociclistas sem Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
Um acidente trágico na rodovia Anhanguera, em Louveira, resultou na morte de um jovem de 18 anos. Ele foi arremessado para a pista após a moto em que estava colidir com uma placa de sinalização e foi atropelado por um caminhão. Este incidente é parte de um aumento alarmante nas fatalidades envolvendo motociclistas em São Paulo, que subiram 17% no primeiro semestre de 2025, totalizando 461 óbitos.
A rodovia Anhanguera, com mais de 450 km de extensão, é a mais perigosa para motociclistas, registrando 27 mortes neste ano, um aumento de 35% em relação a 2024. Especialistas apontam que o uso crescente de motos para deslocamentos em alta velocidade contribui para essa letalidade. Em comparação, as mortes totais em rodovias paulistas se mantiveram relativamente estáveis, com 1.243 vítimas fatais nos primeiros seis meses de 2025.
Aumento do Uso de Motocicletas
O crescimento no número de motocicletas em circulação é significativo. Dados do Ministério dos Transportes indicam um aumento de 25% na frota de motos em São Paulo desde 2019. Essa mudança no perfil de transporte, com muitos optando por motos em vez de transporte público, eleva os riscos, especialmente em rodovias onde a velocidade máxima chega a 120 km/h.
Além disso, a rodovia Presidente Dutra, que liderava as estatísticas de mortes em 2024, registrou 23 mortes de motociclistas no mesmo período de 2025, embora tenha conseguido reduzir o número total de fatalidades. Campanhas educativas têm sido realizadas para promover a segurança entre motociclistas, com a concessionária Autoban destacando a importância de respeitar os limites de velocidade e manter distância segura dos veículos.
Desafios e Iniciativas
A situação é preocupante, pois 47% das mortes no trânsito de São Paulo são de motociclistas, um aumento em relação a 32% há dez anos. A falta de habilitação adequada é um fator crítico, com 53,8% dos motociclistas não possuindo CNH. Isso levanta questões sobre a formação de condutores e a necessidade de uma abordagem mais rigorosa na regulamentação do trânsito.
Mariana Novaski, coordenadora da Iniciativa Bloomberg para Segurança Viária Global, ressalta que a combinação de alta velocidade e o aumento do número de motocicletas nas rodovias cria um cenário de risco elevado. A situação exige atenção urgente das autoridades para implementar medidas que possam reduzir esses índices alarmantes de fatalidade.
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