- A partir de 9 de outubro, a Caixa Cultural Rio de Janeiro exibirá a filmografia do documentarista francês Nicolas Philibert.
- A mostra inclui o filme “No Adamant”, premiado com o Urso de Ouro no Festival de Berlim em 2023.
- “No Adamant” retrata um centro psiquiátrico em Paris que adota uma abordagem antimanicomial, promovendo a reintegração social dos pacientes.
- No dia 13 de outubro, Philibert participará de uma masterclass, onde discutirá seu processo criativo.
- O cineasta anunciou dois novos projetos: “Averroès & Rosa Parks” e “A máquina de escrever e outros aborrecimentos”, que abordam temas relacionados à psiquiatria.
A partir de 9 de outubro, a Caixa Cultural Rio de Janeiro exibirá a filmografia do documentarista francês Nicolas Philibert, conhecido por seu olhar empático sobre instituições. A mostra inclui o premiado “No Adamant”, que retrata um centro psiquiátrico inovador em Paris.
O filme, que abre a mostra às 17h, foi laureado com o Urso de Ouro no Festival de Berlim em 2023. “No Adamant” acompanha a rotina de um centro psiquiátrico ancorado no Rio Sena, que adota uma abordagem antimanicomial, promovendo a reintegração social dos pacientes. Philibert destaca que o espaço é único, permitindo que as pessoas descubram a natureza do local sem preconceitos.
Masterclass e Discussões
No dia 13 de outubro, o cineasta participará de uma masterclass às 14h, onde discutirá seu processo criativo. Philibert enfatiza que não adota uma preparação específica para filmar em instituições psiquiátricas, mas busca sempre filmar com respeito, tratando todos como indivíduos, não como rótulos.
O diretor também anunciou dois novos projetos: “Averroès & Rosa Parks”, que explora uma unidade mais rígida do Adamant, e “A máquina de escrever e outros aborrecimentos”, que foca no trabalho dos cuidadores. Esses filmes visam mostrar uma psiquiatria digna e humana, em um contexto onde muitos profissionais abandonam a área devido à falta de sentido em seu trabalho.
Reflexões sobre a Psiquiatria
Philibert acredita que a relação entre pacientes e cuidadores é fundamental e está ameaçada na atualidade. Ele critica a falta de continuidade no atendimento, que prejudica a construção de vínculos. O cineasta, que já abordou diversos temas em sua carreira, reafirma seu interesse em coletivos heterogêneos e na capacidade de convivência entre diferenças.
Com uma abordagem que foge de fórmulas prontas, Philibert busca destacar focos de resistência em um mundo que enfrenta desafios. Ele se recusa a simplificar suas obras em mensagens prontas, preferindo explorar as complexidades da vida nas instituições que documenta.
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