- O Brasil registrou um aumento nos atendimentos por envenenamentos, com uma média de um caso a cada duas horas entre 2009 e 2024, principalmente em crianças.
- Dados do Sistema Único de Saúde (SUS) mostram que, de 2015 a 2024, foram contabilizados 45.511 atendimentos relacionados a envenenamentos.
- Recentemente, quatro mortes em Torres (RS) e cinco em Parnaíba (PI) foram atribuídas a envenenamentos acidentais com arsênio e pesticidas.
- A coordenadora do Comitê de Toxicologia da Abramede, Juliana Sartorelo, alerta sobre o armazenamento inadequado de produtos tóxicos em casa.
- Em caso de suspeita de envenenamento, o médico emergencista Felipe Liger recomenda buscar atendimento médico imediatamente e levar informações sobre a substância envolvida.
Entre 2009 e 2024, o Brasil registrou um alarmante aumento nos atendimentos por envenenamentos, com uma média de um caso a cada duas horas, especialmente entre crianças. Recentemente, quatro mortes em Torres (RS) e cinco em Parnaíba (PI) foram atribuídas a envenenamentos acidentais com arsênio e pesticidas, respectivamente, evidenciando a gravidade da situação.
Dados do Sistema Único de Saúde (SUS) indicam que, entre 2015 e 2024, foram contabilizados 45.511 atendimentos relacionados a envenenamentos. A maior parte dos casos ocorre em crianças de um a cinco anos, que exploram o ambiente doméstico e acabam tendo acesso a produtos de limpeza e medicamentos. Juliana Sartorelo, coordenadora do Comitê de Toxicologia da Abramede, alerta que muitos produtos são armazenados de forma inadequada, aumentando o risco de acidentes.
Os envenenamentos acidentais e indeterminados são predominantes, com destaque para adultos de 20 a 39 anos. O levantamento aponta que 2.225 casos envolvem analgésicos e medicamentos, seguidos por intoxicações relacionadas ao consumo de álcool e pesticidas. Além disso, 3.461 pacientes internados sofreram intoxicação intencional, o que levanta preocupações sobre a saúde mental.
Casos recentes, como as mortes em Torres e Parnaíba, chamaram a atenção para a necessidade de atenção imediata em situações de intoxicação. Felipe Liger, médico emergencista, recomenda que, em caso de suspeita de envenenamento, as vítimas devem buscar atendimento médico e, se possível, levar informações sobre a substância envolvida.
Os Centros de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox) estão disponíveis 24 horas para suporte especializado. Juliana destaca que, em casos de intoxicação intencional, o atendimento médico deve ser imediato, mesmo na ausência de sintomas. Além disso, práticas comuns, como provocar vômito ou oferecer líquidos, podem agravar a situação e devem ser evitadas.
Entre na conversa da comunidade