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Superação após tentativa de suicídio: a jornada de reencontro com a vida

Cerca de 720 mil pessoas cometem suicídio anualmente no mundo; apoio psicológico é crucial para a recuperação e prevenção do problema

Lidia Cabrera em evento realizado em Valencia (Foto: Reprodução)
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  • O suicídio é um problema de saúde pública, com mais de 720 mil casos anuais no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).
  • Em 2024, 3.846 pessoas cometeram suicídio na Espanha, principalmente homens entre 55 e 59 anos.
  • No Dia Mundial de Prevenção do Suicídio, o lema é “Mudar a narrativa”, promovendo conversas sobre saúde mental e combate ao estigma.
  • Lidia Cabrera, de 25 anos, relata sua superação após três tentativas de suicídio, destacando a importância do apoio psicológico.
  • Outros entrevistados, como Javier Corral e Cristina Espiau, enfatizam a relevância de diagnósticos corretos e suporte emocional na recuperação.

A Importância da Prevenção do Suicídio

O suicídio é um grave problema de saúde pública, com mais de 720 mil casos anuais no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Em 2024, 3.846 pessoas cometeram suicídio na Espanha, com a maioria sendo homens entre 55 e 59 anos. Este cenário alarmante destaca a urgência de abordar o tema de forma aberta e honesta.

No Dia Mundial de Prevenção do Suicídio, celebrado nesta quarta-feira, o lema é “Mudar a narrativa”. A proposta é incentivar conversas sobre o suicídio e a saúde mental, derrubando estigmas e promovendo a conscientização. Lidia Cabrera, de 25 anos, compartilha sua experiência de superação após três tentativas de suicídio. Ela relata que, após anos de sofrimento e um diagnóstico tardio de transtorno alimentar, encontrou apoio psicológico que a ajudou a ver a vida de forma diferente.

Histórias de Superação

Javier Corral, de 48 anos, também enfrentou momentos críticos. Ele recorda que um pequeno detalhe, como a necessidade de cuidar de seus cães, o fez repensar suas intenções suicidas. Corral teve dois episódios de tentativa, sendo o último durante a pandemia, quando se sentiu isolado e sem apoio. Ele destaca a importância de um profissional que validou suas emoções e o ajudou a encontrar um caminho de recuperação.

Cristina Espiau, de 25 anos, viveu um calvário de diagnósticos errados antes de receber o tratamento adequado para seu transtorno esquizoafetivo. Com quase 300 internações, ela enfatiza que nunca desejou morrer, mas sim acabar com o sofrimento. O diagnóstico correto e o tratamento adequado foram cruciais para sua recuperação.

O Papel do Apoio e da Compreensão

Jordi Batalla, de 57 anos, também enfrentou tentativas de suicídio e destaca a importância do apoio familiar. A frase de seu irmão, que expressou confiança em sua recuperação, foi um ponto de virada em sua vida. Ele enfatiza que, muitas vezes, as pessoas que tentam o suicídio não conseguem pedir ajuda, e é fundamental que amigos e familiares estejam atentos.

As experiências de Lidia, Javier, Cristina e Jordi ressaltam a necessidade de um diagnóstico preciso, um tratamento adequado e um suporte emocional constante. A luta contra o suicídio é complexa, envolvendo fatores sociais, culturais e psicológicos. É essencial que a sociedade se una para criar um ambiente de compreensão e apoio, onde todos possam buscar ajuda sem medo de julgamento.

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