- O governo federal brasileiro identificou três novas drogas em circulação, incluindo nitazenos e substâncias em Magic Mushroom Gummies.
- O alerta foi emitido pelo Sistema de Alerta Rápido (SAR) e inclui a presença de n-pirrolidino protonitazeno, um opioide sintético.
- A Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad) implementou controles nacionais em apenas dezenove dias após a notificação.
- Os nitazenos são altamente potentes e viciantes, aumentando o risco de overdose, especialmente quando combinados com outras substâncias.
- O Brasil está formando uma rede de cooperação regional com Argentina, Paraguai e Chile para troca de informações sobre drogas.
O governo federal brasileiro, por meio do Sistema de Alerta Rápido (SAR), identificou três novas drogas em circulação no país. Entre elas, estão os nitazenos e substâncias presentes nos Magic Mushroom Gummies, um produto da marca norte-americana TRE House, já detectado em outros países como Chile, Canadá e Bélgica. A terceira substância foi identificada em um paciente que relatou ter ingerido álcool e um comprimido, revelando a presença de n-pirrolidino protonitazeno, um opioide sintético da classe dos nitazenos.
A Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad), vinculada ao Ministério da Justiça, incluiu essas substâncias nos controles nacionais em apenas 19 dias após a notificação. O SAR coleta e analisa informações sobre novas drogas e adulterações que possam representar riscos à saúde pública. O sistema também monitora tendências de consumo e aceita notificações de qualquer cidadão, que são avaliadas por um comitê técnico da Senad.
Riscos e Prevenções
Os nitazenos, desenvolvidos na década de 1950 como analgésicos, são extremamente potentes e viciantes, nunca tendo sido aprovados para uso médico. O uso dessas substâncias, especialmente em combinação com outras drogas e álcool, aumenta significativamente o risco de overdose e morte. Em agosto, o SAR já havia emitido um alerta sobre os nitazenos, fornecendo orientações sobre os riscos e sinais de intoxicação.
Além das ações internas, o Brasil está formando uma rede de cooperação regional com Argentina, Paraguai e Chile para facilitar a troca de informações sobre drogas. O objetivo é acelerar a resposta a novas ameaças, seguindo modelos internacionais que permitem uma comunicação rápida entre os países.
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