- O Sistema de Alerta Rápido sobre Drogas (SAR) identificou três novas drogas sintéticas no Brasil, incluindo o N-pirrolidino protonitazeno, um opioide da classe dos Nitazenos.
- As substâncias foram registradas pela primeira vez no país e incluem componentes de um produto chamado Magic Mushroom Gummies, da marca TRE Hoouse.
- O Ministério da Justiça e Segurança Pública destacou que o processo de notificação e inclusão dessas drogas nos controles nacionais levou apenas 19 dias.
- O ecstasy (MDMA), que chegou ao Brasil em 1995, já apresenta um histórico de uso crescente desde os anos 80.
- A apreensão de substâncias sintéticas no Brasil aumentou, levantando preocupações sobre a evolução do cenário das drogas no país.
Em um boletim divulgado nesta quinta-feira, 12 de outubro, o Sistema de Alerta Rápido sobre Drogas (SAR), vinculado ao Governo Federal, anunciou a identificação de três novas drogas sintéticas no Brasil. Essa é a primeira vez que essas substâncias são registradas no país, incluindo o N-pirrolidino protonitazeno, um opioide sintético da classe dos Nitazenos, e duas drogas presentes em um produto industrializado estrangeiro, conhecido como Magic Mushroom Gummies, da marca TRE Hoouse.
O Ministério da Justiça e Segurança Pública destacou a agilidade do processo de notificação e inclusão dessas substâncias nos controles nacionais, que levou apenas 19 dias. O ecstasy, ou MDMA, que chegou ao Brasil em 1995, já apresenta um histórico de uso crescente desde os anos 80. Inicialmente, a substância foi identificada por psiquiatras que atenderam usuários com efeitos colaterais.
Histórico do Ecstasy no Brasil
O MDMA foi sintetizado pela primeira vez em 1912 pelo químico alemão Anton Köllisch. Contudo, sua popularização ocorreu apenas nos anos 80, especialmente nos Estados Unidos e na Europa. Apesar de seu nome, o ecstasy não deve ser confundido com a cocaína. A substância, que é frequentemente vendida em forma de pílula ou pó, passou a ser associada a misturas com outras drogas, como a cetamina e a cafeína, resultando em produtos conhecidos como “cocaína rosa”.
A apreensão de substâncias sintéticas no Brasil ganhou destaque em 2021, quando investigadores da Coordenação de Repressão às Drogas (CORD) interceptaram a venda de drogas em diferentes pontos do Distrito Federal. A nova identificação de drogas sintéticas, como o N-pirrolidino protonitazeno, levanta preocupações sobre a evolução do cenário das drogas no país e a necessidade de vigilância constante.
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