- A Secretaria de Saúde Pública da Cidade do México confirmou quatorze mortos e trinta e nove hospitalizados após a explosão de uma pipa de gás em Iztapalapa.
- O acidente ocorreu na última quarta-feira, quando um objeto sólido atingiu o tanque da pipa, causando uma fuga de gás e um incêndio.
- Entre as vítimas está uma mulher que morreu ao salvar sua neta. A jefa de Governo, Clara Brugada, expressou suas condolências.
- A empresa responsável, Transportadora Silza, está sendo investigada por irregularidades na documentação de seguro.
- Especialistas alertam que o transporte de quase cinquenta mil litros de gás líquido pode ter causado danos em um raio de quinhentos metros.
A Secretaria de Saúde Pública da Cidade do México atualizou o número de vítimas da explosão de uma pipa de gás em Iztapalapa para 14 mortos e 39 hospitalizados. O acidente, ocorrido na última quarta-feira, gerou uma onda de críticas sobre a infraestrutura local e a segurança no transporte de materiais perigosos.
A tragédia aconteceu no ponte de La Concordia, próximo à divisa com Nezahualcóyotl, quando um “objeto sólido” atingiu o tanque da pipa, provocando uma fuga de gás e sua ignição. Entre as vítimas, destaca-se Alicia Matías, que morreu após salvar sua neta do incêndio. A jefa de Governo, Clara Brugada, expressou suas condolências, ressaltando a dor pela perda de vidas.
Imagens do incêndio, com chamas de mais de 30 metros, evidenciam a gravidade do incidente. Apesar das investigações, a Fiscalia afirmou que não foram encontrados buracos na pista onde o caminhão tombou, embora moradores tenham reclamado da falta de manutenção na via. A situação levanta questões sobre a segurança no transporte de materiais inflamáveis em áreas densamente povoadas.
A empresa responsável, Transportadora Silza, parte do Grupo Tomza, está sob investigação. A Agência de Segurança, Energia e Ambiente (ASEA) informou que a empresa não havia registrado adequadamente suas apólices de seguro, embora a companhia tenha contestado essa afirmação. Especialistas alertam que o transporte de quase 50 mil litros de gás líquido pode ter causado danos em um raio de 500 metros.
A tragédia provocou um debate sobre a necessidade de protocolos mais rigorosos para o transporte de substâncias perigosas em horários de pico. A jefa de Governo propôs a elaboração de diretrizes sobre quais mercadorias podem circular nas ruas da capital.
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