- Hospitais e laboratórios no Brasil alertam sobre um golpe que foca em idosos, onde criminosos se passam por representantes de saúde.
- Os golpistas informam sobre alterações nos resultados de exames e exigem pagamento para a entrega dos laudos.
- Dois homens foram presos no Rio de Janeiro, e as abordagens ocorrem principalmente por aplicativos de mensagem, criando um clima de urgência.
- Instituições como o Hospital Samaritano e o Laboratório Lavoisier afirmam que não realizam cobranças por mensagens e recomendam cautela.
- A Polícia Civil investiga os casos e orienta que as vítimas registrem boletins de ocorrência para ajudar nas investigações.
Recentemente, hospitais e laboratórios no Brasil emitiram alertas sobre um novo golpe que visa principalmente idosos. Os criminosos se passam por representantes de instituições de saúde e informam que os resultados de exames tiveram alterações, exigindo pagamento para a entrega dos laudos.
Dois homens foram presos no Rio de Janeiro, suspeitos de aplicar essa fraude. A abordagem é feita via aplicativos de mensagem, onde os golpistas criam um clima de urgência, levando as vítimas a fornecerem seus dados pessoais e endereços. Hospitais como Samaritano e Alemão Oswaldo Cruz, além de laboratórios como Fleury e Lavoisier, reforçam que não realizam cobranças por mensagens e orientam os pacientes a desconfiar de contatos não oficiais.
A estratégia criminosa tem se mostrado sofisticada. Os golpistas reproduzem perfis falsos, utilizando informações reais sobre os pacientes, como nomes e histórico médico. Um exemplo é o caso de Maria de Lourdes, de 71 anos, que quase caiu na armadilha ao receber uma mensagem sobre um exame. Ela desconfiou da taxa de entrega de R$ 6,70 e, ao verificar com o hospital, confirmou que se tratava de um golpe.
Modus Operandi
Os criminosos geralmente alegam que os resultados dos exames precisam ser entregues com urgência, oferecendo serviços de motoboy por uma taxa baixa. Durante a entrega, eles tentam clonar cartões de crédito das vítimas, alegando problemas na maquininha. Geraldo, de 72 anos, foi uma das vítimas que não conseguiu escapar e perdeu cerca de R$ 1 mil.
As autoridades estão investigando esses casos. A Secretaria da Segurança Pública do Estado recomenda que as vítimas registrem boletins de ocorrência para auxiliar nas investigações. A Polícia Civil já está em busca de novas vítimas e imagens de câmeras de segurança para identificar os criminosos.
Orientações de Prevenção
Entidades como a Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed) e a Associação Nacional de Hospitais Privados (Ahasp) alertam sobre a importância de estar atento a abordagens suspeitas. Elas recomendam que os pacientes nunca realizem pagamentos por canais não oficiais e que verifiquem a autenticidade de qualquer comunicação recebida.
Os hospitais e laboratórios estão adotando medidas de segurança para proteger os pacientes e suas informações. O Laboratório Lavoisier, por exemplo, afirma que não solicita pagamentos por WhatsApp ou outros canais não oficiais. A conscientização é fundamental para evitar que mais pessoas se tornem vítimas desse tipo de golpe.
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