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Ambulatório em São Paulo oferece 17 especialidades médicas gratuitas a refugiados

Núcleo já atendeu mais de 400 refugiados de 21 países e oferece consultas em 17 especialidades, com serviços gratuitos e equipe de voluntários.

Médico de 77 anos, Murched Omar Taha, criou um ambulatório para refugiados em São Paulo (Foto: Reprodução)
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  • O Núcleo de Assistência à Saúde do Refugiado, inaugurado em maio de 2023 em São Paulo, completou um ano de atividades.
  • O ambulatório já realizou mais de 400 consultas gratuitas, atendendo pacientes de 21 países.
  • Criado pelo médico Murched Omar Taha, o núcleo conta com uma equipe de 50 profissionais voluntários, incluindo médicos e tradutores.
  • As consultas abrangem 17 especialidades, como pediatria, ginecologia e psiquiatria, além de partos e cirurgias.
  • O núcleo busca superar barreiras culturais e linguísticas, garantindo que todos os atendimentos continuem sendo gratuitos.

O Núcleo de Assistência à Saúde do Refugiado, inaugurado em maio de 2023 em São Paulo, celebra um ano de atividades com sede própria. O ambulatório, que já realizou mais de 400 consultas gratuitas, atende pacientes de 21 países, oferecendo suporte em saúde integral.

Criado pelo médico Murched Omar Taha, 77, o núcleo surgiu da necessidade de um atendimento específico para refugiados. Taha, que é filho de imigrantes, mobilizou uma equipe de 50 profissionais voluntários, incluindo médicos, enfermeiros e tradutores, para atender a demanda crescente. As consultas abrangem 17 especialidades, como pediatria, ginecologia e psiquiatria, além de partos e cirurgias.

A estrutura do ambulatório, inicialmente instalada em um hospital universitário, agora opera em uma casa na Vila Clementino, zona sul da capital. O núcleo enfrenta desafios relacionados à cultura e ao idioma, dificultando o acesso de refugiados ao sistema de saúde regular. Muitas vezes, os pacientes são encaminhados para exames e cirurgias em hospitais parceiros, como o Hospital São Paulo e o Amparo Maternal.

A equipe, composta por voluntários que se identificam com a causa, tem se mostrado essencial. Taha destaca a gratidão dos pacientes, que reconhecem o esforço dos profissionais. Um dos casos marcantes foi o de uma família afegã, onde a filha mais nova, recém-formada em medicina, atuou como tradutora durante o atendimento.

O núcleo não apenas oferece assistência médica, mas também busca superar barreiras culturais, adaptando o atendimento às necessidades dos refugiados. Com uma média de duas a três consultas diárias, Taha planeja expandir os serviços conforme a demanda aumenta, visando garantir que todos os atendimentos, cirurgias e exames continuem sendo gratuitos.

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